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Mesmo revoltado com a atuação da arbitragem na partida deste domingo, contra o Figueirense, em Florianópolis, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca evitou as críticas ao trio do Mato Grosso do Sul, formado pelo árbitro Elvecio Zequetto e os assistentes Adnilson Pinheiro e Paulo Freitas.
Ressabiado, o treinador do Botafogo procurou manter os nervos no lugar na entrevista no vestiário, após o jogo, para evitar uma punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), apesar da sua clara irritação. "Não quero falar nada sobre isso [atuação da arbitragem]. Amanhã [segunda-feira], tenho de ir ao tribunal para me defender, porque entrei em campo no jogo contra o Sport. Se você reclamar, só sobra para você", justificou o técnico alvinegro, que chiou em campo, logo após o apito final. Neste domingo, o Botafogo vencia por 1 a 0 até os 31min do segundo tempo, quando o Figueirense empatou em um lance polêmico. O zagueiro Vinícius, em posição irregular, deu passe de cabeça para gol do atacante Otacílio Neto. Além deste lance, os botafoguenses também reclamaram muito de um suposto pênalti sobre o atacante Jorge Henrique. No lance, ele foi atingido na cabeça pela perna de Felipe Santana dentro da área, mas o árbitro marcou jogo perigoso - falta em dois lances. "O pior é que eles ironizam. Mas aprendi a controlar a emoção e não vou falar o que estou sentindo", continuou Cuca, fugindo novamente das críticas. Com o empate diante do Figueirense, o Botafogo manteve-se na segunda posição do Campeonato Brasileiro, mas viu o São Paulo disparar na liderança. Agora, o time paulista tem sete pontos de vantagem para o carioca. |