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21/08/2007 - 18h00

Vida pós-Copa América começa com quatro recém titulares em alta

Bruno Freitas
Enviado especial do UOL
Em Montpellier (França)
A seqüência do trabalho da seleção brasileira depois da Copa América aponta para quatro jogadores como vencedores individuais na luta por uma vaga de titular no time do técnico Dunga. Apostas do treinador na Venezuela, circunstanciais ou não, o goleiro Doni, o volante Josué, o meia Júlio Baptista e o atacante Vágner Love devem sair jogando no amistoso desta quarta contra a Argélia principalmente graças aos dividendos obtidos na competição.

EFE
Convocado na última hora para a Copa América, Júlio Baptista é aposta de Dunga
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Com moral em alta pela performance na recente conquista continental, Júlio Baptista desponta como o símbolo entre os jogadores que mais impulsionaram seu status dentro da seleção, que parece sólido mesmo com os retornos de Kaká e Ronaldinho, jogadores que teoricamente ocupam a mesma função que o meia-atacante do Real Madrid.

Júlio Baptista foi um dos nomes que saiu em maior evidência da disputa da Copa América. O jogador do Real Madrid foi relacionado para a competição na Venezuela na última hora, para preencher a vaga de Zé Roberto, que renunciou à convocação.

No torneio, Júlio Baptista saiu de trás na concorrência para jogar e acabou ganhando a oportunidade do técnico Dunga depois de testes com Diego e Anderson. O meia entrou na seleção no transcorrer do segundo jogo da Copa América e não saiu mais.

"Não me vejo como titular. O importante é fazer parte deste grupo. Para o Dunga, é bom ter várias alternativas de jogo. Vamos todos brigar em igualdade de condições", comentou Júlio Baptista, autor de três na Copa América, contra Chile (quartas-de-final), Uruguai (semifinal) e Argentina (final).

No gol, mesmo com a volta de Júlio César, que vinha disputando amistosos como titular antes da Copa América e não foi à competição por causa de lesão, Doni parece seguir como o preferido. Com base no treino coletivo desta terça, o camisa 1 da Roma, que traz boas atuações da campanha brasileira na Venezuela, deve iniciar a partida contra a Argélia.

A mesma linha de raciocínio de aplica com Josué, que entrou bem no time durante a Copa América, em adição que coincidiu com a tardia e problemática definição de identidade do meio-campo.

História parecida com a de Vágner Love. O atacante, que até vinha tendo oportunidades antes mesmo da Copa América, se firmou no time apesar de ter feito apenas um gol na competição. Defendido por um convicto Dunga ao longo de todo o torneio, principalmente contra críticas pela escassez de bolas na rede, o camisa 9 saiu por cima especialmente em razão do bom desempenho na final contra a Argentina.

"Esses jogadores que disputaram a Copa América renderam conosco. Lá, tivemos a chance de ver a forma que eles jogam. É assim que funciona na seleção", comenta Dunga, que deve mandar a campo contra a Argélia, pelo menos de cara, um time essencialmente formado pelos últimos campeões continentais.

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