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25/08/2007 - 11h12

Florianópolis usa gaúcho Felipão para 'driblar' concorrência à Copa

Leandro Canônico
Enviado especial do UOL
No Rio de Janeiro
EFE
Felipão é garoto-propaganda da proposta de Florianópolis para ser sede no Mundial
E MAIS: CRÍTICAS AO NORDESTE
CAMPO GRANDE PREOCUPA FIFA
Gaúcho de Passo Fundo, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, foi o garoto-propaganda de Florianópolis na apresentação da cidade à comitiva da Fifa na manhã deste sábado, no Rio de Janeiro. A capital de Santa Catarina é uma das 18 candidatas a sede da provável Copa do Mundo de 2014 no Brasil. A principal preocupação dos catarinenses é a grande concorrência na região sul/sudeste, inclusive dos conterrâneos do pentacampeão do mundo e atual comandante da seleção de Portugal.

"O momento mais bonito da apresentação, sem dúvida, foi o vídeo do Felipão dizendo os motivos dele passar suas férias em Florianópolis. O técnico fala da ótima qualidade de vida na cidade e a recomenda a todos. Escolhemos o Felipão porque o primeiro clube que ele treinou foi o Criciúma e ele foi campeão da Copa do Brasil [em 1991]", contou Carlos Gonzaga Aragão, diretor de patrimônio do Figueirense.

Esquivando-se de falar dos problemas a serem solucionados na cidade para que a mesma possa receber uma Copa do Mundo, o cartola do Figueirense apontou como principal empecilho nessa caminhada a concorrência de fortes cidades da região sul e sudeste, como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

"Não vemos nenhum problema na cidade que possa atrapalhar. O único empecilho que sentimos até o momento é a grande concorrência de cidades do sul e sudeste. Mas estamos com um bom projeto e vamos conseguir a Copa", declarou Aragão. O projeto do novo estádio do Figueirense tem um orçamento de R$ 150 milhões e previsão de entrega da obra para o final de 2012.

CARTÃO-POSTAL
Cartão postal de Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, atualmente desativada, é um dos trunfos dos catarinenses para convencer a Fifa a eleger a cidade como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Com um orçamento previsto em US$ 100 milhões, a restauração e reabertura para carros deve acontecer em breve.

Além da revitalização, existe um projeto para que um trem de superfície passe pela ponte. O transporte público é um dos itens mais exigidos pela Fifa na organização de uma Copa do Mundo.
Claramente mais fraca no cenário político do futebol e sem a mesma tradição, Florianópolis não teme perder essa queda de braço nesse sentido. O diretor de patrimônio, por exemplo, aposta na força do presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

"Somos um estado modelo em qualidade de vida. Não nos vejo mais fraco politicamente. Podemos perder dos nossos principais concorrentes em economia, mas não acho que a CBF vá analisar esse lado político. Mas temos o presidente da Federação Catarinense que tem um bom trânsito por lá", disse Carlos Aragão.

Um novo estádio Orlando Scarpelli será construído de qualquer maneira, com ou sem a Copa do Mundo. O que muda é o orçamento. Se for uma das cidades eleitas, o dinheiro investido, sem ajuda do governo, segundo Aragão, será de aproximadamente R$ 150 milhões. Caso contrário, a verba cai para R$ 70 milhões.

Além de Carlos Gonzaga Aragão estiveram presentes na apresentação à comitiva da Fifa neste sábado o secretário de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, Gilmar Knaesel, o prefeito da cidade, Dário Berger, o vice-governador, Leonel Pavan, e o vice-presidente da CBF na Região Sul, Fábio Nogueira.

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