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25/08/2007 - 17h39

Em clima de palanque, Campo Grande preocupa a Fifa

Leandro Canônico
Enviado especial do UOL
No Rio de Janeiro
Capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande chegou ao Rio de Janeiro em clima de palanque. Liderado pelo governador do estado, André Pucchinelli, o grupo, que ainda contou com as presenças do prefeito Nelson Trad Filho e do senador Delcídio Amaral, defendeu a candidatura da cidade à sede da provável Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Mas a falta de tradição no futebol preocupou os inspetores da Fifa.

"Eu gostei muito da apresentação deles. Foi objetiva e mostrou com clareza tudo o que eles querem fazer. Mas a Fifa fez uma observação sobre o Campeonato Sul-matogrossense, e mostrou preocupação com o baixo público. Diante da informação que a média é de 2 a 3 mil pessoas por jogo, eles disseram ao pessoal de Campo Grande que Copa do Mundo é diferente", declarou o ex-lateral-direito Carlos Alberto Torres, convidado para acompanhar a apresentação.

O discurso eufórico e bastante político dos principais líderes políticos de Mato Grosso do Sul, no entanto, apagou qualquer preocupação que tenha despertado nos inspetores da Fifa. Antes mesmo de serem questionados sobre algum empecilho visto pela entidade máxima do futebol, os políticos se anteciparam.

"Foi um gol de placa. Campo Grande vai levar essa com certeza. Não tenho dúvida disso. Nossa apresentação foi muito boa, e mostramos o mais importante, que é estarmos todos juntos, prefeito, senador e governador. Esse é um projeto fundamental para a cidade", discursou o governador André Pucchinelli.

Cuiabá aposta em Rogério Ceni
Sem saber ao certo a cidade onde o goleiro do São Paulo nasceu, os representantes de Cuiabá, capital do Mato Grosso, comemoraram o fato de terem a oportunidade de concorrer para ser sede da Copa do Mundo de 2014. O camisa 1 da equipe do Morumbi foi o "garoto-propaganda" e defendeu a cidade.

"Tivemos um vídeo do Rogério Ceni falando da cidade para eles. Ele começou a jogar bola no Sinop, e é cuiabano. Não, na verdade ele é de Sinop", comentou o prefeito Wilson Santos, que depois se corrigiu e falou corretamente a naturalidade do goleiro, que é a cidade paranaense de Pato Branco.

Mantendo em sigilo qual é a sua estratégia, Wilson Santos disse arrecadar nos próximos anos cerca de R$ 1 bilhão para investir na Copa do Mundo de 2014. "Ainda não posso falar, mas temos um plano", finalizou.

Goiânia se apóia no Serra Dourada
A equipe que representou Goiânia na apresentação do projeto Copa 2014 à Fifa mostrou todas as melhorias que podem ser feitas no estádio Serra Dourada e aproveitou para valorizar a área que tem para estacionamento.

O quesito é um dos mais cobrados pela Fifa na organização da Copa do Mundo. Há uma exigência de no mínimo 10 mil vagas.

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