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26/08/2007 - 14h06

Dinheiro público sem economia marca planejamento do Norte

Leandro Canônico
Enviado especial do UOL
No Rio de Janeiro
Assim como fizeram os nordestinos e os representantes do centro-oeste, as cidades do norte do Brasil que concorrem para ser sede da provável Copa do Mundo de 2014 no país também apostaram em apresentações temáticas, fato pouco relevante na decisão da Fifa. Manaus, Rio Branco e Belém, no entanto, têm mais alguma coisa em comum: orçamentos exorbitantes com dinheiro público.

"A revitalização do estádio Vivaldo Lima [o Vivaldão] tem um orçamento previsto em R$ 400 milhões, e o investimento total na infra-estrutura da cidade deve ser algo em torno de R$ 2 bilhões, uma ação conjunta do governo federal, estadual e municipal", contou Francisco Dissica, presidente da Federação Amazonense de Futebol.

Divulgação
Modelos na apresentação de Belém, que quer receber os jogos da Copa do Mundo
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Diferentemente de Florianópolis, que tem um orçamento de
R$ 150 milhões baseado somente na iniciativa privada, nota-se em algumas candidatas que há um investimento muito maior quando algum tipo de governo, seja federal ou estadual, está envolvido. Como é o caso da capital do Acre, Rio Branco.

"A administração pública em Rio Branco, e no Acre de uma maneira geral, é muito forte. Por isso a gente entende que a Copa do Mundo é possível. É impressionante o que o governo fez por lá nos últimos oito anos, e confio que podemos entregar uma cidade como a Fifa quer até a Copa", disse o arquiteto Luiz Volpato, assessor especial do projeto Copa do Mundo em Rio Branco.

Volpato é paranaense e trabalhou no projeto de construção da Arena da Baixada, em Curitiba. Ex-dirigente do Atlético-PR, atualmente é apenas conselheiro do clube. E segundo o seu planejamento para a Copa em Rio Branco, o montante a ser investido deve ser em torno de R$ 330 milhões. Isso de maneira geral.

Somente no estádio da cidade já foram gastos R$ 25 milhões até aqui. Um aporte de mais R$ 80 milhões deve acontecer caso a cidade seja escolhida como uma das sedes. Todo esse dinheiro seria destinado às adequações no padrão da Fifa.

Presente na apresentação dos acreanos, a ministra do meio-ambiente, Marina Silva, não falou sobre esses investimentos. Ela se apegou apenas ao discurso político de enaltecer os potenciais naturais de Rio Branco.

Última cidade a apresentar seu projeto neste domingo, Belém manteve a tendência do dia de apresentações. Segundo Carlos Botelho, representante do governo paraense, o estádio Mangueirão receberá um investimento de
R$ 120 milhões mais R$ 233 milhões em infra-estrutura.

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