
|
Após três anos, São Paulo e Palmeiras voltaram a se enfrentar em disputa pelos primeiros lugares no Campeonato Brasileiro. E, mesmo atuando em pleno estádio do Parque Antarctica, a equipe tricolor fez valer sua melhor fase na noite desta quarta-feira, venceu por 1 a 0 e mostrou por que lidera de maneira isolada.
O Palmeiras, que chegou à rodada deste meio de semana em quarto lugar, foi outro que viu o São Paulo mais longe. O novo revés em casa manteve os anfitriões desta noite com 36 pontos, a 11 do líder e arqui-rival. Apesar da pressão exercida pela torcida alviverde, o time de Caio Jr. não conseguiu fazer algo que poucos neste campeonato se gabam: superar Rogério Ceni e o competente sistema defensivo tricolor. Vazado apenas sete vezes na Nacional, o São Paulo "ignorou" a casa alviverde, as mudanças táticas do rival e, mais uma vez, saiu de campo sem ter suas redes estufadas. "Sabemos que temos uma das melhores defesas do campeonato e, se a gente não toma gol, a gente faz", celebrou o meio-campista Richarlyson. O começo do jogo deu sinais de que a história seria diferente. Fazendo valer sua condição de anfitrião, o Palmeiras tomou a iniciativa no início e logo deu trabalho a Rogério Ceni, que parou forte chute de Makelele da direita. Valdivia, principal responsável pela armação alviverde, também precisou de grande atenção dos são-paulinos e quase enganou Ceni em um lance individual. O embalo do Palmeiras, contudo, foi neutralizado aos poucos pelo time de Muricy. Aproveitando-se das saídas em velocidade, o São Paulo passou a "testar" com freqüência Diego Cavalieri, que parou chutes de Hernanes, tentativa de gol olímpico de Jorge Wagner e forte falta de Souza. O camisa 12, porém, nada pôde fazer aos 39min, quando Jorge Wagner, após tabela com Aloísio, tocou com categoria já dentro da pequena área. Além do gol, o Palmeiras sofreu outro golpe ainda no primeiro tempo. Valdivia, lesionado, precisou ser substituído e deu lugar ao atacante Luiz Henrique. Caio Jr. foi para o intervalo e viu sua estratégia falhar nos 45 minutos iniciais. Afinal, seus defensores sofreram com os rápidos passes do São Paulo, e Edmundo e Valdivia, "soltos" em campo, pararam na barreira tricolor. O cenário fez com que o treinador palmeirense mudasse o time para a etapa final. Ele sacou o zagueiro Dininho e colocou o meia-atacante Caio em campo. O São Paulo também mexeu, mas sem maiores implicações táticas: trocou Alex Silva por André Dias. Na prática, o Palmeiras esboçou maior presença ofensiva, embora esta tenha sido ofuscada pela defesa tricolor. Makelele, de cabeça, chegou perto do empate, mas parou em defesa de Ceni. O São Paulo deu o troco com Hernanes, que viu Diego Cavalieri interceptar novamente. A torcida alviverde ainda chegou a comemorar gol de Max, aos 30min, mas o cabeceio do atacante, que entrara na vaga do volante Makelele, foi invalidado pela arbitragem, que assinalou impedimento. "Fizemos um bom segundo tempo, e o resultado mais justo seria o empate. Tivemos um gol do Max anulado em um lance duvidoso, e nestes casos a Fifa indica para favorecer o ataque", reclamou Caio Júnior. PALMEIRAS Diego Cavalieri; Nen, Gustavo e Dininho (Caio); Wendel, Pierre, Makelele (Max), Martinez, Valdivia (Luiz Henrique) e Leandro; Edmundo Técnico: Caio Júnior SÃO PAULO Rogério Ceni; Alex Silva (André Dias), Breno e Miranda; Souza, Hernanes, Richarlyson, Leandro e Jorge Wagner; Aloísio (Borges) e Dagoberto (Hugo) Técnico: Muricy Ramalho Local: estádio do Parque Antarctica, em São Paulo (SP) Árbitro: Djalma José Beltrami (Fifa-RJ) Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) Público: 16.124 pagantes Renda: R$ 384.700,00 Cartões amarelos: Alex Silva (SP), Pierre (P), Dagoberto (SP), Aloísio (SP), Leandro (SP) Gol: Jorge Wagner, aos 39min do primeiro tempo UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |