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10/09/2007 - 08h00

Dualib e Curi consideram Berezovski uma "pessoa boa"

Da Redação
Em São Paulo
O advogado do presidente afastado do Corinthians, Alberto Dualib, e o do vice, Nesi Curi, também fora do clube, afirmou que os dois consideram o magnata russo Boris Berezovski uma "pessoa boa". José Luiz Toloza Costa defende a dupla no processo da Justiça Federal em que ambos são réus por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

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A Justiça comum já tem muito com o que fazer em relação à parceria Corinthians/MSI. Mas a Justiça esportiva não pode calar. Como miséria pouca é bobagem, por incômodo e delicado que seja o tema, uma pergunta se impõe: como fica o título brasileiro do Corinthians, já parceiro da MSI, em 2005?

Esqueça de Edílson Pereira de Carvalho, dos jogos anulados pelo STJD, do erro de Márcio Rezende de Freitas no jogo contra o Inter. Fixe-se apenas num aspecto: um time que usa dinheiro sujo para contratações não age de maneira desleal com seus adversários?
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Eles sempre acharam que o Boris Berezovski fosse uma pessoa boa, e ainda acham que é", falou Toloza, após ser questionado sobre o lobby feito por seus clientes junto ao governo federal para tentar trazer o russo ao país como exilado.

Neste domingo, uma série de irregularidades investigadas pela Polícia Federal, na chamada operação Perestroika, envolvendo a parceria MSI/Corinthians foi divulgada pela Folha de S. Paulo.

O relatório da PF mostra Berezovski como o maior financiador do negócio, Kia Joorabchian apenas como o "laranja" do russo e negociações de atletas com a parceria para receber dinheiro fora do país.

Em depoimento à Justiça, Dualib afirmou que Tevez, Mascherano e Carlos Alberto ganhavam parte do salário no exterior. O meia Ricardinho, flagrado nos grampos negociando US$ 1,1 milhão, disse que não recebeu nada fora do Brasil. E se colocou à disposição das autoridades para esclarecer o caso. Carlos Alberto também negou ter recebido provimentos fora do país durante a passagem pelo clube.

Se a transação for confirmada, os jogadores também responderão criminalmente, pelo crime de fraude e evasão fiscal. Além disso, a não-declaração do recebimento do dinheiro ao Imposto de Renda pode levar a pena de dois a cinco anos de prisão. Estão sob suspeita Ricardinho e Carlos Alberto - citados nas gravações - além dos argentinos Tevez e Mascherano, Roger e Nilmar.

Nesta semana, a presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Lídice da Mata (PSB), deve pedir providências imediatas sobre a parceria MSI/Corinthians.

"Acho que uma CPI demoraria muito e oc aso requer imediatismo em suas providências", afirmou Lídice ao Estado de S. Paulo. "O que podemos fazer é formar uma Comissão de Fiscalização e Controle, com todo o poder de investigação de uma CPI.

Leia reportagem completa na Folha de S.Paulo

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