
|
O advogado do presidente afastado do Corinthians, Alberto Dualib, e o do vice, Nesi Curi, também fora do clube, afirmou que os dois consideram o magnata russo Boris Berezovski uma "pessoa boa". José Luiz Toloza Costa defende a dupla no processo da Justiça Federal em que ambos são réus por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Neste domingo, uma série de irregularidades investigadas pela Polícia Federal, na chamada operação Perestroika, envolvendo a parceria MSI/Corinthians foi divulgada pela Folha de S. Paulo. O relatório da PF mostra Berezovski como o maior financiador do negócio, Kia Joorabchian apenas como o "laranja" do russo e negociações de atletas com a parceria para receber dinheiro fora do país. Em depoimento à Justiça, Dualib afirmou que Tevez, Mascherano e Carlos Alberto ganhavam parte do salário no exterior. O meia Ricardinho, flagrado nos grampos negociando US$ 1,1 milhão, disse que não recebeu nada fora do Brasil. E se colocou à disposição das autoridades para esclarecer o caso. Carlos Alberto também negou ter recebido provimentos fora do país durante a passagem pelo clube. Se a transação for confirmada, os jogadores também responderão criminalmente, pelo crime de fraude e evasão fiscal. Além disso, a não-declaração do recebimento do dinheiro ao Imposto de Renda pode levar a pena de dois a cinco anos de prisão. Estão sob suspeita Ricardinho e Carlos Alberto - citados nas gravações - além dos argentinos Tevez e Mascherano, Roger e Nilmar. Nesta semana, a presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Lídice da Mata (PSB), deve pedir providências imediatas sobre a parceria MSI/Corinthians. "Acho que uma CPI demoraria muito e oc aso requer imediatismo em suas providências", afirmou Lídice ao Estado de S. Paulo. "O que podemos fazer é formar uma Comissão de Fiscalização e Controle, com todo o poder de investigação de uma CPI. Leia reportagem completa na Folha de S.PauloUOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |