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15/09/2007 - 21h23

Luxemburgo encontra 'desequilíbrio' e enaltece São Paulo

Da Redação
Em São Paulo
O técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, apontou dois fatores como determinantes para a derrota por 2 a 1 no clássico diante do São Paulo. O primeiro deles foi o fato de o primeiro gol ter saído dos pés de um zagueiro que não recebeu a marcação adequada. O outro item é a qualidade do líder da competição nacional.

Após um primeiro tempo em que, na visão do treinador, seu time foi um pouco mais incisivo e chegou a ter mais oportunidades claras para marcar, os donos da casa aproveitaram-se de uma desatenção do sistema defensivo santista para sair na frente e "desequilibrar" o duelo.

"O primeiro gol deles é que foi o desequilíbrio. O zagueiro deles escapou. Nós sabíamos que isso podia acontecer, porque pela marcação era só ele que podia", comentou Luxemburgo em referência à jogada individual de Breno.

O defensor são-paulino recebeu lançamento pela direita, e, com um domínio no peito, limpou o meia Pedrinho, que chegou atrasado no lance. Daí, invadiu a grande área com força e finalizou de pé esquerdo, vazando o goleiro Fábio Costa logo aos 4min do segundo tempo.

A partir daí, o sistema proposto pela comissão técnica degringolou - principalmente quando Borges, quatro minutos mais tarde, ampliou a vantagem dos anfitriões -, e o São Paulo teve a oportunidade de aumentar a diferença. Já no fim, Rodrigo Tabata descontou e, de quebra, quebrou uma intransponibilidade da defesa do primeiro colocado que já durava nove partidas.

"Temos sempre que achar alguma coisa, e vão esquecer o mérito do São Paulo, que é uma grande equipe. O Santos não jogou porque o São Paulo não deixou. Foi um jogo muito tático e o São Paulo fez o resultado", completou Luxemburgo, que ainda lamentou uma chance de inverter a história do jogo.

"Tivemos uma bola importante, aquela do Moraes, a gente podia ter tido melhor sorte, e o gol saiu muito tarde", explicou o treinador, sobre uma bola em que o atacante revelado nas categorias de base do clube esteve frente a frente com Rogério Ceni, mas parou no goleiro tricolor.

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