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O principal assunto do futebol brasileiro desde o último domingo - o lance entre o meia Kerlon e o lateral Coelho no jogo entre Cruzeiro e Atlético-MG - ganhou mais fôlego nesta quarta-feira, no Fluminense.
"Sei que o que eu vou falar pode me comprometer, inclusive com o STJD. Mas se eu estivesse no lugar do Coelho eu 'arregaçaria' o Kerlon. É um desrespeito com os jogadores que estão do outro lado que também são profissionais", afirmou o defensor. "Tem muita gente que não admitiria isso para vocês [jornalistas], mas pensam da mesma forma", completou. Para exemplificar sua posição, o jogador do Flu citou as embaixadas que o atacante Edílson fez em jogo do Corinthians contra o Palmeiras, e as do meia Pedrinho, em confronto entre Vasco e Flamengo, em que o próprio Luiz Alberto estava em campo. Nas duas ocasiões, os lances foram revidados com brigas e discussões. O zagueiro assegurou apenas uma coisa caso se deparasse com o "drible da foquinha". Apesar de ter admitido a dificuldade de marcar o lance, de um jeito ou de outro, Kerlon seria desarmado. "Eu iria tirar a bola de alguma forma. Ele não iria passar por mim. É complicado. Acho que talvez tivesse que dar um golpe de capoeira", disse. O mais inusitado sobre estas declarações é que, momentos antes, o atleta defendeu a atuação do STJD, que vem punindo muitos lances violentos no futebol brasileiro. "Não me preocupo com a utilização das imagens dos jogos, até porque não costumo fazer jogadas violentas. Tem que ser rigoroso, até porque o torcedor que vai ao estádio com a família não quer violência. Somos um espelho para eles", declarou Luiz Alberto. |