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Além de lamentarem a derrota por 2 a 1 para o Sport e a presença na zona do rebaixamento, os jogadores do Corinthians temem perder o apoio da torcida para o restante do Campeonato Brasileiro. Depois do confronto, pediram para que o apoio siga irrestrito até o fim, para que o pior seja evitado.
"Todos nós estamos preocupados também. A gente precisa contar com a torcida até o último jogo. São dez jogos e a gente tem de vencer no mínimo dez", disse o goleiro Felipe. "Hoje o Corinthians é feito dos jogadores e dos torcedores. Se eles não nos apoiarem seremos apenas nós, e pode ter certeza que nós vamos lutar até o último jogo", falou o capitão Betão, autor do único gol do time. E o apoio da torcida tem sido constante. Até esta rodada, o Corinthians tinha uma média de público superior a 17 mil pessoas por partida. Neste sábado, por exemplo, mais de 30 mil compareceram ao Pacaembu. Desta vez, porém, os elogios foram apenas para o goleiro Felipe, o único poupado pelas arquibancadas. Apesar de sentir-se feliz com o reconhecimento, o camisa 1 diz que não quer passar por essa situação. "Agradeço à torcida, mas não adianta ficar gritando e a equipe perdendo. Prefiro ouvir meu nome com o time vencendo", concluiu o jogador. O capitão Betão, porém, concordou com os torcedores. "Ele merece, está jogando bem", disse o zagueiro. A declaração tranqüiliza os ânimos no Parque São Jorge. Na última semana, Betão conversou com Felipe e pediu para o goleiro evitar cobranças públicas. Neste sábado, ele negou que tenha desavenças com o companheiro. "Não existe problema de relacionamento. O que aconteceu não foi nada de mais", concluiu. Na saída do Pacaembu, o meia Aílton, que não foi embora no ônibus, parou para conversar com alguns torcedores, que o cobraram. Afirmou que "aceitou jogar no clube enquanto muitos não quiseram" e que "assim como eles, também sofria pelo momento da equipe". Confusões à parte, o Corinthians se prepara para "perder" o Pacaembu, que só poderá ser utilizado mais uma vez na competição. Isso porque ele passará por um período de reforma, o que significa que o clube terá de mandar seus jogos na reta final do Brasileiro em outro local. |