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15/10/2007 - 08h32

Frustrada com El Campín, seleção prepara-se para o Maracanã

João Henrique Medice
Em Bogotá (Colômbia)
Além da altitude de Bogotá - 2.640 m - e o barulho dos torcedores na frente do hotel, comissão técnica e jogadores da seleção responsabilizaram o pesado e encharcado gramado do El Campín pelo empate por 0 a 0 diante da Colômbia, no domingo.

Antonio Gauderio / Folha Imagem
Depois de "por a culpa" no gramado pelo 0 a 0, Dunga prepara o time para o Maracanã
ESTÁDIO RENEGADO
SILÊNCIO DOS JOGADORES
FOTOS DA SELEÇÃO
Quarta-feira, porém, as dificuldades devem ser parecidas. Contra o Equador, na segunda rodada das eliminatórias sul-americanas, o já criticado campo do Maracanã pode atrapalhar também o jogo dos brasileiros.

Na última semana, ainda na Granja Comary, o auxiliar Jorginho condenou publicamente a condição do gramado. "Continua ondulado e cheio de falhas e buracos. A seleção brasileira será a maior prejudicada. Temos uma equipe bem dotada tecnicamente, mas com o gramado assim a bola não vai rolar com tanta facilidade. Isso só vai ajudar o nosso adversário", declarou no dia 10.

Jorginho, que culpou a disputa dos jogos Pan-Americanos e a interminável seqüência de partidas pelo Campeonato Brasileiro, pode ficar ainda mais preocupado. Fluminense e São Paulo jogaram no sábado (1 a 1) e Vasco e Botafogo fizeram o clássico carioca no domingo (vitória do time de São Januário por 2 a 1).

No El Campín, o que atrapalhou foram as fortes chuvas no final de semana. Sábado, mesmo enquanto a seleção treinava, parte do campo foi coberto por funcionários do estádio. No dia da partida, choveu muito duas horas antes do jogo e o confronto foi adiado em 45min.

A seleção fará um treino de reconhecimento no Maracanã, terça-feira. Nesta segunda, o trabalho será realizado na Gávea, campo e local de treinamento do Flamengo.

Apesar da provável falta de condição, os jogadores apostam que a primeira vitória nas eliminatórias virá no ex-maior do mundo. Júlio César, revelado pelo Fla, era o mais empolgado.

"No Maracanã será diferente. Aqui [Bogotá] enfrentamos todas as dificuldades possíveis. Mas no Rio teremos o apoio dos torcedores e um campo ainda maior, o que facilitará as jogadas de Robinho e Kaká", disse o goleiro.

Vagner Love também está vibrando. O atacante, que tem apenas três gols com a camisa da seleção e foi substituído na estréia, revelou que terá a torcida particular de todos os seus familiares. "O pessoal sempre foi ao Maracanã e na quarta não será diferente. Vão gritar muito o meu nome".

Destaque da seleção ao lado de Ronaldinho, Kaká fará a sua estréia no Maracanã vestindo a camisa da seleção. "É um sonho, uma chance única. Admito estar muito ansioso", disse o craque.

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