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18/10/2007 - 00h29

Na 1ª vez no Maracanã, Love volta a marcar e responde a críticos

João Henrique Medice e Leandro Canônico
No Rio de Janeiro
Nenhum jogador da seleção brasileira entrou em campo nesta quarta-feira tão questionado quanto o centroavante Vágner Love. Em sua primeira partida no Maracanã, ele carregava o jejum de seis jogos sem marcar um gol e as críticas de boa parte dos torcedores, incluindo do técnico tetracampeão Carlos Alberto Parreira.

"A gente vai ter cobrança sempre. Quem joga no ataque e não faz gols sempre é cobrado. Mas quando os gols começarem a sair, eu ou qualquer atacante que estiver jogando vai ser elogiado, vai fazer história", desabafou o jogador.

Aos 19 minutos, o jogador finalmente teve a chance de responder aos críticos. Bem colocado, ele aproveitou o cruzamento de Maicon para abrir o placar para a goleada por 5 a 0 sobre o Equador. Foi seu quarto gol pela seleção, o primeiro desde as quartas-de-final da Copa América, contra o Chile.

"Gol é importante e não poderia sair em hora melhor. No meu país, na minha cidade. Todo jogador que pisa no Maracanã sonha em marcar um gol. Na minha primeira vez com a camisa da seleção aqui, eu tive felicidade de marcar", comemorou.

Não bastasse o gol, Love foi ainda o melhor jogador do Brasil durante o primeiro e parte do segundo tempos. Abastecido por Kaká, Ronaldinho e Robinho, ele se apresentou bastante para concluir as jogadas do trio.

"Fiz um gol e ainda perdi chances. Agora, quero voltar a marcar pela seleção. Fizemos jogadas maravilhosas hoje. O Robinho foi incrível, o gol do Kaká foi muito bonito. A cada dia, o entrosamento aumenta e a seleção volta a ser seleção. Com garra e determinação e jogando bonito quando tem a bola no pé", analisou o atacante do CSKA, da Rússia.

Aos 13 minutos do segundo tempo, por exemplo, ele conclui jogada de Robinho. Seis minutos mais tarde, ele quase voltou a marcar, em uma reedição do primeiro gol. Robinho tocou para Maicon, que colocou na cabeça de Love, sozinho. O atacante cabeceou para fora. O esforço, inclusive na marcação, rendeu elogios de Dunga. "A entrega dele foi grande. No segundo tempo ele estava voltando para marcar", disse o treinador.

A torcida reconheceu a garra e, aos 31 minutos, quando foi substituído por Elano, deixou o gramado do Maracanã aplaudido. Mudança radical para um jogador que era considerado o elo mais frágil da equipe. "Foi importante para o Vagner marcar. O Vagner Love foi bastante criticado e saiu abraçado pela equipe. Eles sabiam que ele precisava disso", afirmou o técnico Dunga.

Durante a semana, o hoje técnico da África do Sul, Carlos Alberto Parreira, afirmou que Dunga ainda não tinha definido um homem-gol para as Eliminatórias. O próprio Love admitiu, antes da partida, que a fase não era das melhores: "Realmente está faltando gol. A bola está chegando, mas infelizmente não estou conseguindo converter as chances".

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