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Atendendo aos pedidos do técnico Nelsinho Baptista, dos jogadores e até mesmo do novo presidente Andrés Sanchez, a torcida do Corinthians compareceu em peso ao estádio do Pacaembu, neste domingo, para presenciar a vitória, de virada, por 2 a 1 sobre o Figueirense. Mesmo com o triunfo, a equipe do Parque São Jorge segue na zona de rebaixamento à Série B.
A vitória também fez com que a equipe paulista afastasse a má fase em partidas no Pacaembu, uma vez que a última vitória no estádio havia sido conquistada em 5 de setembro, sobre o lanterna e já rebaixado América-RN. Depois disso, foram mais três compromissos - dois pelo Brasileiro e um pela Sul-Americana -, com um saldo de duas derrotas e um empate. O confronto também colocou frente a frente os desafetos Nelsinho e Alexandre Gallo, técnico do Figueirense. Os dois treinadores carregam um ódio mútuo desde 2005, quando Nelsinho, que estava voltando ao Brasil após trabalhar no Nagoya Grampus Eight, do Japão, aceitou treinar o Santos mesmo antes da demissão oficial do colega e já desembarcou no país concedendo entrevista como treinador santista.
O jogo Empurrado por cerca de 22 mil torcedores, o Corinthians iniciou bem a partida. Apesar de pressionar e chegar com facilidade no campo do rival, a fragilidade do ataque voltou a aparecer, pois as melhores oportunidades ocorreram com Dentinho, numa cabeçada em cima do goleiro Dalton, e em bolas paradas com Iran e Gustavo Nery. Já o Figueirense soube aproveitar o único lance de perigo que criou na primeira etapa para sair na frente, com um pênalti convertido pelo zagueiro Chicão. O juiz gaúcho Carlos Eugênio Simon marcou a infração após Ramon dominar com o peito um cruzamento na área e ser derrubado por Iran, que tropeçou e acertou as pernas do atacante intencionalmente. Chicão teve que cobrar duas vezes, pois no primeiro chute convertido o lance foi anulado porque Ruy invadiu a área. O empate corintiano também saiu num pênalti polêmico, mas assinalado corretamente. Fábio Ferreira cobrou falta e a bola bateu na barreira. A sobra ficou com Iran, que foi derrubado na grande área por Felipe Santana. Finazzi chutou no meio do gol para fazer. "Perguntei para o Fábio se ele queria bater, porque tomei uma pancada muito forte e a minha perna está latejando", disse o artilheiro do time no Nacional. Apesar das dores, o camisa 9 corintiano seguiu em campo e a virada saiu numa bela jogada armada por ele. Bem posicionado na frente, Finazzi recebeu lançamento de Dentinho, invadiu a área e deu um corte seco em Diogo antes e chutar e superar o goleiro do Figueirense. Este foi o 11º gol do atacante no Nacional - ele é o artilheiro do time no torneio, com sete à frente de Clodoaldo. Nos instantes finais o Corinthians teve mais um pênalti ao seu favor, mas Simon não marcou erroneamente a falta de Diogo sobre Dentinho. A próxima partida do Corinthians na batalha para seguir na Série A será na quarta-feira, contra o Flamengo, que luta por uma vaga na Libertadores da América. O confronto acontece no estádio do Maracanã. Já o Figueirense encara o Fluminense, em casa, no Orlando Scarpelli. CORINTHIANS Felipe; Fábio Ferreira, Zelão e Fábio Braz; Iran (Vampeta), Moradei, Carlos Alberto (Bruno Octávio), Lulinha (Carlão), Dentinho e Gustavo Nery; Finazzi Técnico: Nelsinho Baptista FIGUEIRENSE Dalton; Felipe Santana, Chicão e Edson (Jean Carlos); Ruy (Thiago Gentil), Diogo, Fernandes, Cleiton Xavier e André Santos; Ramon (Otacílio Neto) e Frontini Técnico: Alexandre Gallo Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS) Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares (Fifa-RJ) e Roberto Braatz (Fifa-PR) Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo Cartões amarelos: Edson, Cleiton Xavier, Otacílio Neto e Frontini (Figueirense); Carlos Alberto, Fábio Braz e Gustavo Nery (Corinthians) Público: 21.971 pagantes Renda: R$ 328.950 Gols: Chicão, aos 42min, Finazzi, aos 46min do primeiro tempo, e aos 23min do segundo tempo. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |