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29/10/2007 - 09h53

São Paulo inicia tática para brigar com Rio pelo Centro de Mídia

Leandro Canônico
Em Zurique (Suíça)
A cidade de São Paulo vai brigar com o Rio de Janeiro para ficar com o Centro de Mídia caso a Copa do Mundo de 2014 seja mesmo no Brasil. A capital fluminense já havia demonstrado interesse durante a inspeção da Fifa ao país em agosto, mas os paulistas iniciam em Zurique forte campanha para deixar os cariocas para trás.

A comitiva da CBF em Zurique é formada por apenas cinco integrantes: o presidente Ricardo Teixeira, o técnico Dunga, o assessor de imprensa Rodrigo Paiva, o escritor Paulo Coelho e o atacante Romário. Bem maior que isso é o grupo de políticos que acompanha o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e inicia lobby para que suas cidades sejam sede da provável Copa no Brasil.

Em cada uma das apresentações aos inspetores da Fifa no final de agosto, os políticos das cidades candidatas fizeram promessas, barganharam, mostraram orçamentos exorbitantes e exaltaram suas qualidades. Mas a partir desta terça-feira, quando o Brasil pode ser oficializado como sede do Mundial de 2014, a briga para ser uma das sedes deverá esquentar e o jogo de interesses aumentar. Leia mais
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Pessoas ligadas ao governo de José Serra pretendem entregar à entidade máxima do futebol um projeto ainda nesta segunda-feira. A estratégia é largar na frente não só pelo Centro de Mídia, mas também pela abertura da competição - o Distrito Federal também faz lobby para receber o primeiro jogo da Copa 2014.

À época da inspeção da Fifa no Rio de Janeiro, o prefeito César Maia e o governador Sérgio Cabral comentaram sobre a cidade ser a base da Fifa e da imprensa na competição. Os inspetores da entidade viram com bons olhos, mas ainda não sabiam do interesse da capital paulista.

Os responsáveis pela campanha de São Paulo querem também usar a força política do estado e da cidade para ser também uma das sedes da Copa das Confederações, realizada um ano antes da Copa no país anfitrião. A aposta é que o Morumbi é um estádio particular e não precisará de dinheiro público para sua modernização.

Se por um lado o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, aceitou a proposta de José Serra de São Paulo apoiar a final da Copa do Mundo no Rio de Janeiro em troca de receber a abertura, no caso do Centro de Mídia deve ser diferente.

Embora mantenha discurso político de quem nenhuma das candidatas tenha vantagem sobre a outra, Teixeira quer o Centro de Mídia no Rio de Janeiro. O mandatário quer fazer do Rio de Janeiro, casa também da CBF, o principal foco de atenções da competição, que deve ser confirmada para o Brasil nesta terça-feira.

Na última segunda-feira, em jantar com quatro governadores de estado (Acre, Amazonas, Ceará e Mato Grosso, já foi iniciado o jogo de interesses das candidatas a sede. A tendência é a briga pegar fogo depois do anúncio oficial da Fifa.

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