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29/10/2007 - 16h06

Satisfeita, Fifa valoriza 'briga' e anuncia seis candidaturas para 2018

Leandro Canônico
Em Zurique (Suíça)
A pressão da Europa e a insatisfação com a candidatura única do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 pesaram e a Fifa colocou nesta segunda-feira fim ao rodízio de continentes para o Mundial. Em sua coletiva, o presidente da entidade, Joseph Blatter, mostrou-se satisfeito com a decisão e valorizou a concorrência para 2018.

A Fifa foi taxativa: uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar lavagem de dinheiro no futebol brasileiro não vai atrapalhar a realização da Copa do Mundo de 2014 no país. A palavra foi dada pelo presidente da entidade máxima do esporte, Joseph Blatter. O mandatário da CBF, Ricardo Teixeira, não está tão tranqüilo.

"Uma comissão da Fifa visitou o Brasil, fez num relatório e deu um parecer favorável à realização do Mundial no país. Se reúne todas as condições para ser o organizador, não vejo como não ser. Mesmo que tenha uma pendência parlamentar, isso não será problema", declarou o presidente da Fifa.. Leia mais
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Em tom político, Blatter voltou a criticar o fato de a América do Sul ter colocado apenas um concorrente para 2014 e comemorou o fato de logo depois de ter anunciado o fim do rodízio já ter seis candidatos para o Mundial de 2018: Inglaterra, México, China, Estados Unidos, Austrália e a dupla Bélgica/Holanda.

"A Copa do Mundo de 2018 será aberta a todos os países das confederações que não organizaram os dois últimos mundiais [no caso África e América do Sul estão fora da disputa]. Estou muito satisfeito com essa decisão e já recebi seis propostas de candidatos", explicou o suíço Joseph Blatter.

O Comitê Executivo da Fifa, que se reuniu nesta segunda-feira por seis horas, tinha três propostas para o lugar do rodízio de continentes. A terceira não foi sequer debatida, tamanha a satisfação de todos com a idéia escolhida. A outra que foi discutida era da Concacaf, que teria o Mundial de 2018 e queria o fim para 2022.

A derrocada do sistema de rodízio de continentes após duas edições de vigência (2010 e 2014) agradou ao Primeiro Ministro da Inglaterra, forte concorrente a ficar com a realização do torneio em 2018. Gordon Brown se reuniu recentemente com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, já para costurar apoio a sua candidatura.

"Estou muito feliz que a Fifa tenha aberto as portas para que o Mundial volte à Inglaterra em 2018. O país que criou o futebol merece ter em sua terra o retorno de um torneio como esse", declarou Brown às agências internacionais.

O fato de haver outros cinco interessados na Copa do Mundo de 2018 serviu de muleta para Joseph Blatter justificar o fim do rodízio de continentes. "O futebol é isso: competição. Já temos seis candidatos nessa briga, essa é a essência do esporte", acrescentou o mandatário da Fifa.

A postura de Blatter deixa ainda mais evidente a sua insatisfação com a candidatura única do Brasil. No entanto, o presidente da Fifa negou qualquer crítica ao país pentacampeão do mundo. Pelo contrário.

"Eu não fiquei triste por ser o Brasil o candidato, mas sim por ser o único candidato de um continente É claro que o país tem uma importância muito grande no futebol e mostrou, segundo nossos inspetores, condições de realizar o Mundial", finalizou.

A decisão da Fifa acontece nesta terça-feira, depois de uma apresentação de 30 minutos da CBF e de uma reunião de uma hora do Comitê Executivo.

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