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29/10/2007 - 20h37

Blatter assegura que Copa no Brasil terá ingressos populares

Leandro Canônico
Em Zurique (Suíça)
Os ingressos dos jogos de uma Copa do Mundo sempre são caros e dificilmente acessíveis para pessoas com baixa renda. A promessa da Fifa para a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, e do Brasil, em 2014, é de que terão bilhetes mais baratos para o torcedor menos privilegiado financeiramente.

A Fifa foi taxativa: uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar lavagem de dinheiro no futebol brasileiro não vai atrapalhar a realização da Copa do Mundo de 2014 no país. A palavra foi dada pelo presidente da entidade máxima do esporte, Joseph Blatter. O mandatário da CBF, Ricardo Teixeira, não está tão tranqüilo.

"Uma comissão da Fifa visitou o Brasil, fez num relatório e deu um parecer favorável à realização do Mundial no país. Se reúne todas as condições para ser o organizador, não vejo como não ser. Mesmo que tenha uma pendência parlamentar, isso não será problema", declarou o presidente da Fifa.

O fato é que o deputado Silvio Torres (PSDB-SP) já preparou um dossiê almejando que seja instaurada uma CPI para investigar os recentes problemas da parceria Corinthians-MSI, que provocou a saída do ex-presidente do clube paulista Alberto Dualib depois de mais de uma década no poder.
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"É claro que vamos ter preços populares. Sei das condições de cada país. Durante o sorteio dos grupos para a Copa da África do Sul vamos divulgar um projeto para ingressos com preços mais baixos. Não tenham a menor dúvida de que isso se repetirá no Brasil", declarou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

A Fifa, aliás, está em fase de negociações com uma empresa indiana para a comercialização dos ingressos das Copas de 2010 e 2014. O acordo, no entanto, já está sendo feito dentro das novas normas da Fifa. Passa por auditoria, depois pelo marketing. É uma medida para prevenir problemas judiciais no futuro.

"Vamos fechar um acordo com uma empresa da Índia, chamada Satian. Estamos em plenas negociações e a idéia é fechar os contratos para as Copas de 2010 e 2014", acrescentou Blatter, que nesta segunda comunicou um rombo de US$ 90 milhões em virtude de briga judicial com um ex-parceiro comercial.

Obviamente que essa carga de ingressos populares nas duas próximas Copas do Mundo será bem menor do que qualquer outro setor. Mas ainda não se tem uma estimativa do número ou porcentagem de bilhetes a serem colocados à disposição.

Os integrantes da comitiva de inspeção que visitou o Brasil de 23 de agosto a 1º de setembro não quiseram falar a respeito da declaração de Blatter. Segundo eles, a Fifa só os autoriza a dar declarações depois do anúncio desta terça-feira.

Candidato único da América do Sul para sediar o Mundial de 2014, o Brasil voltará a organizar uma Copa depois de 64 anos. Na edição de 1950, a equipe verde-amarela foi derrotada pelo Uruguai na grande final, em pleno estádio do Maracanã.

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