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O escândalo provocado pela suspeita de casos de pedofilia nas categorias de base do Corinthians provocou um autêntico terremoto dentro do clube.
O caso, revelado nesta semana pelos jornais "Jornal da Tarde" e "O Estado de S. Paulo", levou a cúpula corintiana a afastar o principal acusado, o ex-gerente de futebol de base Evanir Jesus de Moraes, vulgo Wando, e cinco funcionários ligados a ele.
"A polícia está apurando e vamos ajudá-los em tudo. As pessoas que tinham qualquer relacionamento com ele, que eram, vamos dizer assim, subordinadas, foram afastadas até que tudo seja apurado", afirmou o diretor das categorias de base, Toni Craveiro. "Não tínhamos conhecimento do que acontecia. Aí fomos mexendo, aflorou e descobrimos este problema, que recebemos com perplexidade", disse Craveiro. "O importante é que era algo centralizado, que não gerou frutos", completou. O diretor mostrou preocupação em isentar o clube de responsabilidade. "Não pode existir nenhuma suspeita, precisa ficar tudo dentro de uma transparência. O Corinthians não pode pagar por causa de uma pessoa que quis tirar proveito de uma situação", alegou o cartola. Segundo relato dos envolvidos, Wando teria levado garotos para um sítio de sua propriedade, na Alameda Mognos, em Indaiatuba, com promessa de churrascos com bebida e comida à vontade. Para o diretor, o fato também pode ter influenciado o futuro de muitos garotos. "O processo de formação acabou ficando comprometido. Não dava resultado. Agora sabemos o motivo", finalizou Craveiro. O UOL Esporte tentou contato telefônico com o acusado por várias vezes no início da tarde desta quinta-feira, mas as chamadas caíam na caixa postal do telefone celular de Wando. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |