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08/11/2007 - 13h58

Acusações de pedofilia implodem categoria de base do Corinthians

Marcius Azevedo
Em São Paulo
O escândalo provocado pela suspeita de casos de pedofilia nas categorias de base do Corinthians provocou um autêntico terremoto dentro do clube.

O caso, revelado nesta semana pelos jornais "Jornal da Tarde" e "O Estado de S. Paulo", levou a cúpula corintiana a afastar o principal acusado, o ex-gerente de futebol de base Evanir Jesus de Moraes, vulgo Wando, e cinco funcionários ligados a ele.

OUTROS PROBLEMAS NA BASE
O trabalho de Cilinho como diretor-técnico das categorias de base do Corinthians não ficará restrito às quatro linhas. Na apresentação do profissional nesta terça-feira, no Parque São Jorge, tanto Cilinho como a diretoria do clube revelaram problemas envolvendo principalmente a equipe B, que será extinta.

Diante de altos salários recebidos por alguns atletas que sequer atuaram pelos profissionais, Miguel Marques e Silva, diretor-geral do futebol amador, afirmou que há indícios de "caixa 2" e de um esquema envolvendo antigos dirigentes do clube.

"Já deu para sanar alguma coisa, mas não queremos ser prematuros, é muito pouco tempo para ter idéia do que aconteceu. São muitas coisas profundas, relacionamentos promíscuos de todo tipo", comentou.
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A polícia já está envolvida no caso. Foram denúncias de familiares de garotos que atuam na base do Corinthians, cinco delas registradas no 30º Distrito Policial, no Tatuapé, que despertaram a atenção da direção do clube para o problema.

"A polícia está apurando e vamos ajudá-los em tudo. As pessoas que tinham qualquer relacionamento com ele, que eram, vamos dizer assim, subordinadas, foram afastadas até que tudo seja apurado", afirmou o diretor das categorias de base, Toni Craveiro.

"Não tínhamos conhecimento do que acontecia. Aí fomos mexendo, aflorou e descobrimos este problema, que recebemos com perplexidade", disse Craveiro. "O importante é que era algo centralizado, que não gerou frutos", completou.

O diretor mostrou preocupação em isentar o clube de responsabilidade. "Não pode existir nenhuma suspeita, precisa ficar tudo dentro de uma transparência. O Corinthians não pode pagar por causa de uma pessoa que quis tirar proveito de uma situação", alegou o cartola.

Segundo relato dos envolvidos, Wando teria levado garotos para um sítio de sua propriedade, na Alameda Mognos, em Indaiatuba, com promessa de churrascos com bebida e comida à vontade.

Para o diretor, o fato também pode ter influenciado o futuro de muitos garotos. "O processo de formação acabou ficando comprometido. Não dava resultado. Agora sabemos o motivo", finalizou Craveiro.

O UOL Esporte tentou contato telefônico com o acusado por várias vezes no início da tarde desta quinta-feira, mas as chamadas caíam na caixa postal do telefone celular de Wando.

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