
|
Durante a vitória do Botafogo por 3 a 2 sobre o Paraná Clube, sábado, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, podia-se ouvir das arquibancadas do Maracanã manifestações contra o atacante Dodô e o meia Zé Roberto, que já decidiram não permanecer no Alvinegro em 2008. Entretanto, o coro mais incisivo era outro: o uníssono "Fica Juninho". Sensibilizado, o zagueiro mandou um recado aos torcedores, afirmando sua vontade de seguir e fazer história em General Severiano.
"Tenho muita gratidão pela torcida e pretendo permanecer muito tempo no Botafogo. Ela fez, faz e fará muita diferença para mim, e esse carinho não tem preço. Na realidade, esses pedidos começaram a acontecer no jogo contra o Sport (3 a 1, no Engenhão, dia 20 de outubro). Cheguei até a me desligar um pouco do jogo, lembrando tudo que passei no clube. Ela (torcida) pode estar certa de que só sairei por uma proposta irrecusável. Algo que fará minha independência financeira. E, mesmo assim, tem de ser boa para os dois lados", enfatizou o Juninho. Satisfeito no clube, o jogador paranaense fez questão de valorizar outro ponto que lhe chama a atenção: o clima de integração instalado no Glorioso. Uma relação de amizade que une não só atletas como todos os setores ligados ao futebol. "Só estive antes no Coritiba (começou entre os profissionais em 2002), onde não consegui uma seqüência tão boa como no Botafogo. Mas tenho de destacar o ambiente que existe aqui. O respeito entre a diretoria, comissão técnica e jogadores", observou o defensor. Apesar da pouca idade, 25 anos (16/09/1982), o capitão Juninho é um dos líderes do elenco botafoguense, e aproveita para elogiar a postura da direção do Alvinegro também quando se trata da relação profissional, o que, segundo ele, nem sempre é visto em outras agremiações. "Temos um grupo unido. Setenta a oitenta por cento juntos desde o ano passado. Eu, o Joílson e o Zé (Roberto) já completamos cem partidas pelo Botafogo (Túlio, Dodô, Diguinho e Max também já alcançaram a relevante marca), o que é fato raro hoje em dia, porque os clubes e os jogadores buscam contratos curtos. Aqui, não. A diretoria valoriza e faz contratos longos", ressaltou, exemplificando em seguida. "Quando cheguei (em 2005), assinei até 2006. Depois, prorrogamos até 2008, e agora acertamos até o fim de 2009. Isso dá tranqüilidade para o jogador fazer seu trabalho", salientou. Sobre a próxima temporada, Juninho espera que novos valores cheguem a fim de dar mais corpo ao plantel botafoguense e, por conseqüência, a equipe possa conquistar o que este ano não foi possível. "Tomara que a diretoria consiga manter a base e contrate alguns jogadores para termos um grupo ainda mais forte, que brigue pelos títulos que faltaram em 2007. Apesar de os resultados não terem sido os esperados, conseguimos reconquistar a confiança da torcida, que viu um time brigando para ser campeão em todas as competições. No ano que vem, eles (torcedores) sabem que o Botafogo não vai entrar para brigar para não cair, e sim lutar para ser campeão brasileiro, ou por vaga na Libertadores", aposta o zagueiro, que encerrou a entrevista com uma confidência, reflexo de sua já vitoriosa trajetória no Alvinegro. "Hoje posso dizer que sou torcedor do Botafogo. Se um dia eu sair, continuarei torcendo pelo Botafogo e meus filhos também, porque presenciaram todos os bons momentos que já vivi no clube", pontuou Juninho. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |