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18/11/2007 - 21h36

Ritmo no segundo tempo foi o vilão em Lima, concluem brasileiros

Bruno Freitas
Em Lima (Peru)
O ritmo de jogo lento do Brasil no segundo tempo neste domingo (18), em Lima, foi o grande vilão da equipe no empate por 1 a 1 com o Peru em partida válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, concluíram alguns jogadores brasileiros.

BRASIL SEGUE SEM VENCER FORA
Flávio Florido/UOL
A seleção brasileira segue em má fase como visitante quando o assunto é a eliminatória para a Copa do Mundo. Na noite deste domingo, no estádio Monumental Ate, em Lima, o time do técnico Dunga apenas empatou por 1 a 1 com o Peru e já soma seis partidas sem vencer longe de casa na competição. O próximo jogo é na quarta-feira, ante o Uruguai, em São Paulo.

O último triunfo brasileiro fora aconteceu há mais de três anos. Na edição que assegurava vaga para o Mundial de 2006, os comandados de Parreira venceram a Venezuela por 5 a 2, em Maracaibo, em outubro de 2004. Depois disso, foram duas derrotas (Equador e Argentina) e três empates (Uruguai, Bolívia e Colômbia).
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"No segundo tempo nós voltamos mais lentos e não tivemos ritmo para vencer o jogo", analisou o meia Kaká, autor do gol brasileiro e artilheiro da equipe na competição, com três gols em três partidas.

"Nós criamos oportunidades para marcar gols, mas a bola não entrou. O Peru jogou atrás, se defendendo e explorando contra-ataques, e o Brasil não esperava por isso. Além disso não voltamos bem do intervalo, o segundo tempo não foi muito bom", argumento Ronaldinho Gaúcho.

O treinador Dunga sacou o atacante Robinho e colocou o meia Elano em campo na metade da etapa complementar, e pouco depois trocou Vágner Love por Luís Fabiano, artilheiro do Campeonato Espanhol com oito gols.

As substituições deixaram a equipe com um atacante isolado, apesar de Kaká ter assumido posicionamento mais centralizado e Ronaldinho Gaúcho ter aberto para receber passes na ponta-esquerda. Elano participou mais do setor defensivo com Gilberto Silva e Mineiro do que das tentativas de ações ofensivas.

A melhor oportunidade de gol do segundo tempo aconteceu aos 48min, no último lance do jogo, quando Ronaldinho Gaúcho bateu escanteio na cabeça de Juan para o zagueiro mandar a bola no travessão do goleiro Penny.

"Estávamos mais lentos no segundo tempo. Faltou pressionar um pouco mais o adversário, jogar mais ofensivamente. Não tivemos um bom ritmo no final da partida, e infelizmente só empatamos", argumentou Gilberto Silva.

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