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25/11/2007 - 22h20

Cartola do Palmeiras vê coisas "estranhas" e indaga 'ajuda' ao Fla

Do UOL Esporte
Em São Paulo
O vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, foi mais um a reclamar da arbitragem de Wagner Tardelli na derrota para o Internacional por 2 a 1, na tarde deste domingo.

O cartola tentou ser cauteloso ao dizer que não está "levantando má-fé", mas, além de criticar Tardelli e seus auxiliares, questionou o fato de o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ter aceitado o efeito suspensivo para que Flamego jogasse com o apoio de sua torcida no Maracanã, em partida realizada também neste domingo. O time carioca venceu por 2 a 0 e assegurou vaga na Copa Libertadores da América de 2008.

"Fomos prejudicadíssimos hoje", esbravejou Cipullo. "Nesse momento decisivo, é estranho o que está acontecendo. O presidente do Tribunal [Rubens Approbato], depois de dois anos sem conceder efeito suspensivo, concedeu ao Flamengo. E o caso do Valdivia, que era pra entrar na pauta desta semana, acabou não entrando. Essa é a colocação que a gente gostaria de fazer".

Durante a semana, o departamento jurídico do clube paulista esperava ver o recurso que fez pela absolvição de Valdivia, suspenso pelo STJD por cinco partidas, ser apreciado. Entretanto, o caso não entrou na pauta, e o meia chileno não pôde enfrentar o Inter.

De acordo com Cipullo, uma reunião da diretoria nesta segunda-feira vai definir se o clube entrará com uma representação contra a arbitragem deste domingo. "Nós vamos conversar sobre o que aconteceu e analisar atentamente as imagens. Só após isso vamos resolver se tomaremos alguma atitude sobre os acontecimentos do jogo".

O lance que mais provocou a revolta palmeirense foi o gol de Makelele anulado minutos antes de Fernandão abrir o placar para os donos da casa. O volante recebeu a bola em condição legal, mas o auxiliar Roberto Braatz assinalou impedimento.

"Não gosto de falar de arbitragem. Considero o Tardelli um ótimo árbitro, e o Braatz também um ótimo auxiliar, porque o conheço do Paraná. Mas foram erros graves e aquele gol mudaria toda a história do jogo", opinou o técnico Caio Júnior.

"O Inter arriscaria mais, teria uma postura diferente no segundo tempo, sem jogar no nosso erro, como aconteceu. É difícil sair atrás e reverter uma situação fora de casa contra uma equipe de qualidade", acrescentou o treinador.

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