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Depois do empate por 2 a 2 com o Botafogo, no último domingo, Richarlyson e Leandro adotaram um termo que ficou conhecido na época em que Luiz Felipe Scolari dirigia a seleção brasileira. Ambos definiram o atual grupo do São Paulo como uma família, ressaltando a união entre os atletas.
Mas avesso a rótulos, Muricy Ramalho prefere exaltar o profissionalismo. "Esse negócio de paizão é conversa mole, o que existe é o cara ser correto, não fazer sacanagem com os jogadores e nem eles fazerem comigo", declarou o comandante tricolor. O treinador diz que não gosta de participar de festas ou eventos com os jogadores, mas, segundo ele, é o primeiro a ajudar quando alguém do elenco tem problemas. "Exijo demais na hora certa e não vou a festas deles, mas sou parceiro dos jogadores. Quando algum deles precisa, como precisaram neste ano, seguro a bronca. Segurei a bronca de muita gente. Não quero ser pai de ninguém, já tenho três filhos, mas sou parceiro dos caras", comentou. Diante do Botafogo, inclusive, Muricy recebeu um abraço de agradecimento de Richarlyson no gol de empate anotado pelo camisa 20. "Fui comemorar com o Muricy porque ele tem uma grande parcela na minha ascensão no São Paulo. Em nenhum momento ele questionou meu trabalho." Além de Richarlyson e Leandro, Aloísio também é adepto da "família São Paulo". Afinal, o bem humorado centroavante se refere a Muricy Ramalho como "papai" (e chama o capitão Rogério Ceni de "patrão"). UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |