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Quando foi anunciado como reforço do Corinthians, Acosta surpreendeu muita gente, como seu antigo procurador e os dirigentes do Náutico. Sua contratação, então, levantou uma polêmica com os pernambucanos, que haviam assinado um pré-acordo com o uruguaio.
Em seus primeiros dias no novo clube, o meia-atacante admitiu ter errado na relação com o Náutico. "Eu tinha combinado de avisar o Maurício [Cardoso, presidente do Náutico] se acertasse com outro time, mas estava no Uruguai e não consegui falar com ele, foi um erro meu." Acosta confirmou ter recebido "luvas" (cerca de R$ 130 mil) por assinar o pré-contrato, mas apontou uma dívida dos pernambucanos que supera o valor que ganhou antecipadamente. "O Náutico me deve dois meses e meio de salário, 13º e férias. Se comparar [todos os valores], eles ainda têm que pagar mais alguma coisa para mim", argumentou o uruguaio. Somados todos os direitos, o clube pernambucano deve mais de R$ 200 mil ao jogador. Como seus direitos federativos pertenciam ao Cerrito, do Uruguai, o meia-atacante acertou sua transferência para o Corinthians direto com o clube "hermano". O Náutico, então, passou a reclamar do jogador, cobrando um valor por sua saída. Já os dirigentes alvinegros alegam ter um distrato assinado por Acosta e Náutico que invalida o acordo assinado anteriormente. Acordo, inclusive, que rendeu uma lição para Acosta. "Não sabia como as coisas funcionavam aqui no Brasil, mas a partir de agora para assinar qualquer papel chamo meu advogado." Apesar da polêmica criada nas últimas semanas, Acosta espera resolver o imbróglio na base do diálogo. Ele e o presidente pernambucano, Maurício Cardoso, devem se encontrar em São Paulo nos próximos dias. "Quando ele vier para cá nós vamos conversar. Sempre tivemos uma boa relação e estou tranqüilo quanto à minha situação no Corinthians", completou o uruguaio, vice-artilheiro do último Brasileiro com 19 gols. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |