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O Cruzeiro, que podia até perder o jogo por dois gols de diferença, caso marcasse o seu, confirmou sua vaga à fase de grupos da Libertadores, na noite desta quarta-feira, no Estádio Defensores Del Chaco, ao vencer o Cerro Porteño, por 3 a 2. Com a bola rolando, a exemplo da partida de ida, no Mineirão, o personagem foi novamente o volante Ramires, que sofreu um pênalti e marcou um gol, o seu terceiro nos dois confrontos. Mas o destaque foi a suspensão da partida, por falta de segurança.
Imediatamente os jogadores celestes deixaram o gramado e foram para os vestiários, enquanto os atletas do Cerro cercaram o árbitro cobrando a continuidade da partida, o que não aconteceu. A torcida manifestou toda sua revolta contra os dirigentes do Cerro. Apesar do placar apertado, enquanto a bola rolou, a classificação celeste não esteve ameaçada. O time cruzeirense marcou o seu primeiro gol logo aos 5min do primeiro tempo, por meio do zagueiro Thiago Heleno. O empate do Cerro, aos 43min da etapa inicial, motivou mais a equipe da casa, que, no entanto, sofreu dois baques com menos de 12 minutos da fase final, com outros dois gols mineiros. O segundo gol de Lorgio Alvarez não alterou o cenário e nem abrandou a revolta do torcedor, que já havia atirado pedras no primeiro tempo e continuou jogando objetos no campo. Com a classificação assegurada, o Cruzeiro receberá o Real Potosi, da Bolívia, na próxima quarta-feira, no Mineirão, em partida válida pelo Grupo 1 da Libertadores. E continua o sonho celeste de conquistar esse torneio pela terceira vez. Já o Cerro Porteño, que havia sido derrotado no Mineirão, por 3 a 1, lutou muito até a interrupção da partida. Foi um jogo com os ingredientes típicos de Libertadores. Disputa intensa pela posse da bola, marcação forte dos dois lados, muitas faltas, algumas mais bruscas, catimba e pressão da torcida da casa. Já no final do primeiro tempo, logo após o empate paraguaio, o goleiro Fábio reclamou que torcedores locais estavam atirando pedras nele. O árbitro chileno Carlos Chandia entregou duas pedras ao delegado do jogo, mas a partida prosseguiu normalmente. O início da partida deu a impressão que o Cruzeiro liqüidaria a fatura logo, sem ao menos dar chance do Cerro pressionar. O time paraguaio, muito nervoso, começou falhando sucessivamente na saída de bola. Aos 5min, Thiago Heleno abriu o marcador, aproveitando cruzamento de Jadílson e em dois lances seguidos, pouco depois, poderia ter marcado mais gols. O torcedor do Cerro assistia, assustado, aos jogadores do seu time baterem cabeça. Aos poucos, no entanto, a equipe da casa foi se acalmando e ensaiou uma pressão. O Cruzeiro, que teve sua escalação modificada de forma surpreendente pelo técnico Adilson Batista, com a entrada do meia Leandro Domingues no lugar do atacante Guilherme, jogava apenas com Marcelo Moreno isolado na frente e cometeu o erro de recuar em demasia. Na base da pressão, a equipe paraguaia empatou, aos 43min, por meio de Lorgio Alvares. Os dois treinadores fizeram mudanças em seus times para o segundo tempo. O argentino Javier Torrente, que havia mexido em quatro posições em relação ao time do jogo do Mineirão, tirou o meia Ernesto Cristaldo, uma das novidades, colocando o atacante Vítor Ferreira. Já Adilson Batista tirou Leandro Domingues, sem ritmo de jogo, e colocou o dublê de lateral e meia, Fernandinho. E o Cruzeiro voltou fulminante. Ramires sofreu pênalti, aos 8min, convertido por Marcelo Moreno. Aos 12min, Ramires recebeu livre e tocou na saída do goleiro Diego Barreto fazer 3 a 1. Alvares ainda diminuiu para o Cerro, mas a reação foi interrompida, juntamente com o jogo, pelas pedras e outros objetos atirados pelo torcedor. Cruzeiro Fábio, Marquinhos Paraná, Thiago Martinelli, Thiago Heleno e Jadílson; Fabrício, Ramires, Charles (Luiz Alberto), Leandro Domingues (Fernandinho) e Wagner; Marcelo Moreno Técnico: Adilson Batista Cerro Porteño Diego Barreto, Alfredo Rojas (Walter Fretes), Nelson Cabrera, Fidel Amado Perez e Jorge Núñez; Jorge Brítez, Luis Cáceres e Ernesto Cristaldo (Vitor Ferreira); Marcelo Estigarribia, Cesar Ramírez e Lorgio Alvarez Técnico: Javier Torrente Data: 6/2/2008 (quarta-feira) Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai) Árbitro: Carlos Chandia (Chile) Assistentes: Manuel Acosta e Patricio Basualdo. Cartões amarelos: Ernesto Cristaldo, Jorge Britez, Diego Barreto (Cerro Porteño), Ramires, Fabrício (Cruzeiro) Gols: Thiago Heleno, aos 5min, Lorgio Alvares, aos 43min do primeiro tempo; Marcelo Moreno, aos 8min e Ramires, aos 12min do segundo tempo UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |