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Custaram caro as declarações do médico Bernardino Santi ao jornal Folha de S. Paulo sobre a provável utilização de anabolizantes na suplementação feita ao atacante brasileiro Ronaldo na época em que ele atuou pelo PSV. Coordenador local do controle de dopagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em São Paulo, o médico foi demitido nesta sexta-feira.
"A CBF não considerou apropriadas as declarações dele sobre um jogador que vive um momento tão delicado como o Ronaldo", explicou Paiva. Por meio da assessoria, porém, a entidade não quis se pronunciar sobre a veracidade das palavras de Santi. O substituto do médico ainda não foi definido, mas deverá ser indicado em acordo com o presidente da Comissão Nacional do Controle de Dopagem da CBF, Tanus Jorge Nagem. Em entrevista à edição desta sexta do diário paulista, o médico disse que, em conversa com colegas holandeses, soube que Ronaldo teria sido sumbetido a uma forte suplementação durante sua passagem pelo PSV, em 1994, quando deixou o Cruzeiro. "Conversei com colegas da Holanda que conhecem o pessoal do PSV. Não cheguei a conversar com os médicos do PSV. Eles tinham suplementado o Ronaldo, que era muito franzino. Dentro dessa suplementação incluíam algumas substâncias anabolizantes, que poderiam eventualmente fazer ele crescer um pouco mais, porque, afinal, os campeonatos europeus são muito duros", declarou Santi à Folha. Para o ex-coordenador da CBF, o uso de anabolizantes aumentou demais a musculatura do atacante brasileiro e ampliou seus riscos de lesão, uma vez que sua estrutura interna não acompanhou o crescimento da massa. |