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A competição mudou, o futebol não. Cercado de desconfiança e vindo de atuações irregulares, o São Paulo estreou na Copa Libertadores da mesma forma que vem jogando no Paulista: sem convencer. Na noite desta quarta-feira, a equipe pelo menos conseguiu empatar por 1 a 1 com o Atlético Nacional, no estádio Atanásio Girardot, em Medellín.
Embora só tenha perdido um jogo na temporada, o São Paulo não chegou à competição internacional no alto nível que pretendia. Tanto que desde 1992 trouxe consigo um aproveitamento pré-Libertadores superior ao atual, que era de 60,6% dos pontos disputados até esta noite. Por isso, em busca de um melhor rendimento, Muricy Ramalho fez algo raro em seu trabalho. Promoveu a estréia do atacante Éder Luis sem o camisa 9 ter realizado sequer um treino tático ou técnico. O reforço chegou na última segunda-feira, mas já foi inscrito e aproveitado. Muricy, assim, colocou três atacantes em campo para tentar sufocar o Atlético Nacional e não ficar refém dos anfitriões no início. A tática, porém, não deu certo, mas porque a postura dos colombianos foi a mesma. Os atacantes do Nacional utilizaram o mesmo recurso que o São Paulo cansou de usar no último Brasileiro: não deixar o rival sair trocando passes. Contando ainda com o apoio de uma barulhenta torcida, a equipe da casa nem precisou pressionar muito para abrir o placar: aos 8min, os zagueiros tricolores foram mal e Córdoba apareceu nas costas de Richarlyson para anotar na pequena área. Sentindo o gol, a defesa são-paulina teve dificuldades em parar os rápidos atacantes Galván e Valencia, além de Zúñiga pela direita. Rogério Ceni, porém, apareceu bem em tentativa de Valencia. Depois dos 30min, o setor ofensivo colombiano aliviou um pouco a marcação na frente. E o São Paulo aproveitou. Depois de bola no travessão de Richarlyson, Miranda empatou o jogo de cabeça aos 32min, em cruzamento da esquerda de Jorge Wagner e graças à saída desastrosa do goleiro Ospina. O time brasileiro ainda quase virou com Borges, em chute da entrada da área que passou rente à trave. Depois do intervalo, a disposição do Nacional em adiantar a marcação atrapalhou e muito a saída tricolor, como antes. Insatisfeito com o empate, o time anfitrião tomou ainda mais a iniciativa na segunda etapa. O São Paulo, por sua vez, arriscou-se pouco, buscando no máximo chutes de longe e cruzamentos. Os contra-ataques não funcionaram. Também contratado nos últimos dias, Éder fez sua estréia no São Paulo ao substituir Joilson. O excessivo número de passes errados, porém, permaneceu. E em todo meio-campo tricolor. O placar também se manteve, para frustração de quem esperava um futebol digno de um tricampeão da Libertadores. ATLÉTICO NACIONAL Ospina; Zúñiga, Moreno, Mendoza e Vélez; Toro, Chará, Córdoba (Piedrahita) e Murillo; Galván e Valencia Técnico: Oscar Quintabani SÃO PAULO Rogério Ceni; Zé Luis, André Dias e Miranda; Joilson (Éder), Richarlyson, Hernanes e Jorge Wagner; Éder Luis, Borges (Carlos Alberto) e Adriano Técnico: Muricy Ramalho Local: estádio Atanásio Girardot, em Medellín (Colômbia) Árbitro: Victor Hugo River (Peru) Auxiliares: Percy Rojas e Juan Sulca (ambos do Peru) Cartões amarelos: Richarlyson (SP), Jorge Wagner (SP), Miranda (SP) e Zúñiga (AN) Gols: Córdoba, aos 8min, e Miranda, aos 32min do primeiro tempo UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |