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11/03/2008 - 20h17

Presidente se diz "assustado" com "nova" dívida do Atlético-MG

Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte
O presidente do Atlético-MG, Ziza Valadares, em entrevista coletiva nesta terça-feira, na Cidade do Galo, se disse "assustado" com a cobrança, em um único dia, de duas dívidas antigas e que atingem a R$ 11,6 milhões. Segundo o dirigente, uma das cobranças se refere a uma dívida trabalhista do alvinegro com o ex-goleiro Velloso e a outra a uma pendência com o Banco Central.

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Ziza Valadares (ao centro) diz que dívidas de R$ 11,6 milhões caíram em seu colo.
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Segundo Ziza Valadares, as dívidas já vinham rolando há algum tempo e acabaram aumentando o valor. "Estou assustado, em um dia só, chegam R$ 6 milhões e 300 milhões do Velloso, uma dívida que vem desde 2005. Depois aparece uma dívida de R$ 5 milhões e 300 mil reais de 1992 a 1995 do Banco Central e assim você fica doido", comentou o presidente atleticano.

O dirigente atleticano explica que a dívida em relação a Velloso, que defendeu o Atlético entre 1999 e 2004, se refere a um período em que a então diretoria do clube decidiu, de forma unilateral, os salários dos jogadores. "Ele entrou na Justiça cobrando a dívida trabalhista, ganhou e a coisa vem crescendo em razão de multa e correção monetária e agora chegou ao meu colo", lamentou.

Já a dívida cobrada pelo Banco Central é referente à venda de alguns jogadores, cujos nomes Ziza Valadares não soube precisar, entre o período de 1992 até 1995, em que o Atlético não repassou os valores devidos para a instituição.

"A dívida do Banco Central é referente ao período entre 1992 e 1995, com a venda de alguns jogadores, como a do Paulinho e de outros que eu não sei quais são, pois estamos olhando agora. Isso veio acumulando e aumentando o valor", disse Ziza Valadares.

Segundo o dirigente, a dívida trabalhista cobrada pelo ex-goleiro, será paga através do condomínio de credores, que o clube mineiro conseguiu junto ao Tribunal de Justiça no ano passado. "Toda a divida trabalhista é paga, por meio do condomínio, no valor de R$ 400 mil por mês e mais 15% de toda e qualquer receita para o Tribunal. Não tenho a menor condição do Velloso bater a minha porta e colocar a cobrança deste valor", revelou.

"O que me preocupa neste momento é que a gente estava com o trem no trilho, as coisas estavam caminhando direito, ninguém falava em nada contra o Atlético, todos estão recebendo em dia, os funcionários e os jogadores, estava tudo bem e aí de repente você toma uma pancada destas na cabeça. Estou um pouco atordoado", admitiu o presidente atleticano.

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