UOL Esporte UOL Esporte
UOL BUSCA

13/03/2008 - 09h00

São Paulo e Palmeiras divergem sobre favoritismo e desfalques

Carlos Padeiro e Julyana Travaglia
Em São Paulo
No começo da semana, São Paulo e Palmeiras adotaram a postura de não falar sobre o clássico de domingo antes da rodada de meio de semana. Mas nesta quarta-feira, depois que venceram o Grêmio Barueri e a Ponte Preta por 2 a 1, respectivamente, o time tricolor e o alviverde começaram a expressar o clima de rivalidade. E com opiniões diferentes.

No Morumbi, o goleiro Rogério Ceni, o atacante Borges e o técnico Muricy Ramalho disseram que o Palmeiras é o favorito. No Palestra Itália, Vanderlei Luxemburgo retrucou com o clichê "clássico não tem favorito". Em relação aos desfalques das duas equipes, os são-paulinos lamentaram, enquanto o comandante palmeirense minimizou.

"Pela primeira vez vamos jogar contra alguém que vive um momento melhor que o nosso. Eles são os favoritos, principalmente com a volta do Diego Souza e Valdivia", observou o capitão da equipe tricolor. Na tabela, entretanto, o São Paulo leva vantagem: 26 pontos contra 25 do rival.

"Nos mínimos detalhes um time pode vencer. Vamos jogar o favoritismo para o Palmeiras e trabalhar com as dificuldades", endossou Borges, autor dos dois gols diante do Barueri.

Luxemburgo discordou: "o Rogério Ceni fala o que pensa e respeito, mas pela experiência que tenho no futebol, e os resultados mostram isso, as duas equipes jogam em igualdade de condições. Quantas vezes aconteceu de o São Paulo entrar em campo quebrado e ganhar do Palmeiras? E vice-versa... e com Corinthians e Santos também".

Para o duelo paulistano, que será realizado no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, Muricy Ramalho não poderá escalar Miranda e Dagoberto, suspensos. Do outro lado, Pierre e Lenny ficam de fora pelo mesmo motivo.

"Fica dificil para arrumar o time. Não consigo arrumar a defesa, o meio, porque toda hora perco jogador. Nesse sentido, eles [palmeirenses] levam vantagem, e ele [Rogério Ceni] tem mesmo razão", comentou o comandante são-paulino.

Seu colega de profissão, mais uma vez, optou por uma opinião contrária. "Hoje [quarta-feira] joguei sem o Marcos, o Diego Souza e o Valdívia, e conseguimos vencer. Valorizo muito quem vai entrar, e não quem vai sair. Um campeonato se ganha com elenco, não apenas com 11 jogadores".

Receba Notícias

Hospedagem: UOL Host