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19/03/2008 - 07h54

Palmeiras e São Paulo atenuam, mas briga pós-clássico vira rotina

Carlos Padeiro e Jorge Corrêa
Em São Paulo
Separados apenas por um muro no dia-a-dia de treinos na capital paulista, Palmeiras e São Paulo adotaram como praxe, nas últimas três vezes que se enfrentaram em campo, em um período de aproximadamente dez meses, estender a disputa para os tribunais.

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Desde maio de 2007, acusações de ambos os lados viraram rotina na Justiça. Entretanto, as diretorias adotam um tom político e afirmam que o relacionamento entre elas é normal.

"Existe uma relação de cordialidade. Respeitamos as conquistas e o tamanho do São Paulo e apenas exigimos esse mesmo respeito em relação a nós", comentou o diretor de futebol do clube alviverde, Savério Orlandi.

Na seqüência, disparou: "ano passado o Palmeiras soube perder quando eles nos visitaram, e o São Paulo agora tem que saber fazer o mesmo."

"Pra mim, está tudo normal com o Palmeiras. O que está acontecendo são coisas do futebol", minimizou o vice-presidente de futebol do clube tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Em 2007, Edmundo, Marcel e Bosco pararam no banco de réus do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após os dois clássicos válidos pelo último Campeonato Brasileiro.

Os protagonistas da vez, durante a goleada de domingo do time do técnico Vanderlei Luxemburgo sobre o de Muricy Ramalho por 4 a 1, são o atacante Kléber, pelo lado alviverde, e o meio-campista Jorge Wagner, pelo lado tricolor.

Mas Richarlyson, Carlos Alberto e Valdivia também podem entrar na 'queda de braços'. O departamento jurídico do time de Parque Antarctica ameaça entrar com uma representação, nesta quarta-feira, no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), alegando que os dois são-paulinos agrediram Valdivia. Já o chileno pode ser o alvo da represália tricolor.

"Recebi uma ligação agora há pouco e soube que o São Paulo vai fazer uma representação de agressão do Valdivia em cima de um jogador do São Paulo, que não sei quem é", informou, na terça-feira, o procurador do TJD-SP, Edison Richelmo Zago, em entrevista à rádio Globo. Porém, ninguém na equipe do Morumbi confirmou o fato.

As denúncias

Kléber foi denunciado pelo procurador Zago pela cotovelada que desferiu em André Dias, antes de o departamento jurídico do São Paulo tomar uma atitude.

"Temos certeza de que a Federação Paulista tem pessoas competentes para fazer isso, e nós não precisaremos tomar qualquer atitude", ameaçou Leco na última segunda-feira.

O Palmeiras deu o troco e fez uma queixa contra Jorge Wagner, que teria agredido Valdivia. Porém, negou que a iniciativa foi uma resposta às reclamações do rival.

"Ele [Zago] disse que analisaria as duas jogadas [do Kléber e do Jorge Wagner] e, pelas notícias que foram publicadas, vai fazer a denúncia apenas do jogador do Palmeiras. Por isso fizemos a queixa contra o Jorge Wagner. O lance dele foi mais grave do que do Kléber", argumentou Savério Orlandi.

"O ato do Jorge Wagner foi deliberado. Ele teve tempo de pensar no que iriar praticar. De frente para o Valdivia, levantou o joelho e atingiu a cintura dele. O tribunal deve ter critério", finalizou o diretor de futebol do Palmeiras.

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