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20/03/2008 - 08h20

Palmeiras tem melhor defesa em 11 anos e é o menos atacado

Carlos Padeiro
Em São Paulo
Os times de Vanderlei Luxemburgo normalmente se destacam pelo poderio ofensivo. Foi assim na última vez que o Palmeiras conquistou o Campeonato Paulista, em 1996, quando anotou 102 gols em 30 jogos, sob o comando do treinador.

NÚMEROS DA DEFESA DESDE 1997*
Folha Imagem
Titular desde a sexta rodada, Henrique é o segundo maior ladrão de bolas do Paulistão
ANOGOLS SOFRIDOS EM 15 JOGOS
200815
200720
200621
200527
200418 gols em 13 jogos
200315 gols em 9 jogos
200125
200021
199919
199822 gols em 12 jogos
199713
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Neste ano, entretanto, durante a quarta passagem de Luxemburgo pelo clube, a defesa tem chamado a atenção. Apesar de ser apenas a quinta melhor da competição, com 15 gols sofridos (média de um gol por jogo), apresenta o melhor desempenho no Estadual desde 1997, quando foi vazada 13 vezes nas 15 primeiras rodadas.

Além disso, a equipe alviverde é a menos é atacada no Paulistão. Segundo o Datafolha, em média são 11,1 finalizações sofridas por partida, mesma performance da Ponte Preta.

O zagueiro Henrique, contratado no início do ano após se destacar no Coritiba, reparte os números favoráveis com o time inteiro. "Um ajuda o outro. A marcação vem lá da frente e acaba facilitando atrás", opinou o camisa 28, titular nas dez últimas partidas válidas pelo certame.

A aposta da parceira do Palmeiras, a Traffic, que pagou ao clube paranaense aproximadamente R$ 6 milhões para adquirir a revelação de 21 anos, se destaca no fundamento desarme. Ele é o segundo principal ladrão de bolas no Estadual, com 22,8 desarmes por jogo, conforme o Datafolha, atrás apenas de Douglão, do Rio Claro, com 24,3.

"Eu, o Gustavo, o Pierre, o Léo Lima, o Élder Granja e o Leandro estamos buscando o entrosamento lá atrás para não dar brecha aos adversários e evitar os gols", acrescentou.

No ataque, os palmeirenses também exercem um bom papel. O conjunto do técnico Luxemburgo têm o terceiro melhor ataque, com 27 gols, atrás de Grêmio Barueri e Ponte Preta, que anotaram 28.

Diego Souza retribui a gentileza de Henrique e atribui a artilharia à defesa. "O que ajuda o ataque é a defesa, que dá liberdade no meio, com o Pierre e Léo [Lima] marcando, para eu e o Valdivia criar as jogadas para o gol", observou o camisa 7.

*Em 2002, o Palmeiras jogou apenas duas vezes no Supercampeonato Paulista, e não participou do Paulista

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