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A segunda-feira será movimentada e provavelmente tensa no Corinthians. Mas, desta vez, o futebol estará em segundo plano. Isso porque, à noite, o Conselho Deliberativo se reúne para escolher uma das duas propostas de um novo estatuto alvinegro, com algumas mudanças importantes, entre elas uma possível eleição direta para presidente.
Os demais pontos de destaque das duas propostas são iguais. O futuro presidente, por exemplo, não poderá disputar a reeleição no mandato subseqüente. Além disso, conselheiros eleitos e diretoria possuirão, no novo estatuto, mandatos de três anos. Já a composição do conselho, pelas propostas, será reduzida de 400 para 300 integrantes. A diferença ocorre no número de vitalícios. No regimento atual, são 200, mas o número será reduzido pela metade. Os novos documentos também impõem a proibição de conselheiros manterem relações comerciais com o Corinthians, ou ainda de exercerem funções remuneradas no clube. Um movimento cobra ainda que a alteração do estatuto passe pela Assembléia Geral de Sócios, dando maior poder de decisão aos associados. O movimento é o mesmo que cobrou no ano passado a saída de Alberto Dualib e Nesi Curi, e que exige atualmente a expulsão dos ex-dirigentes. Nos últimos jogos do Corinthians, o grupo favorável às eleições diretas levou carros de som e distribuiu panfletos nos arredores do estádio do Morumbi pedindo a presença de torcedores no Parque São Jorge nesta segunda, além de pressionar o Conselho para que a votação seja aberta. Sábado passado, no treino da equipe realizado pela manhã no Parque São Jorge, uma faixa exigindo eleições diretas foi levada à sede corintiana. O atual presidente do clube, Andres Sanchez, também compareceu vestindo uma camiseta favorável a tal mudança. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |