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02/04/2008 - 22h57

Náutico se impõe, faz 3 a 0 no Juventus e avança na Copa do Brasil

Márcio Markman
Em Recife
Talvez na melhor apresentação da temporada, o Náutico derrotou o Juventus por 3 a 0, reverteu a desvantagem de ter perdido por 2 a 0 na partida de ida e avançou às oitavas-de-final da Copa do Brasil. Geraldo, Marcelinho e Wellington marcaram os gols da classificação, em jogo disputado nesta quarta-feira à noite, no estádio dos Aflitos, em Recife.

Agência Estado
Jogadores do Náutico comemoram gol na vitória por 3 a 0 sobre o Juventus em Recife
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O Náutico iniciou o jogo na pressão, em busca do ataque desde que a bola rolou. Mas a primeira grande chance surgiu apenas aos cinco minutos. Ticão pegou uma sobra na meia-lua da grande área e encheu o pé. Jonatas defendeu no susto.

Aos 7 minutos não teve jeito. Vagner deu um chutão pra frente, Wellington escorou de cabeça e deu uma linda assistência para Geraldo, que entrava sozinho, pela direita do ataque. O meia ainda teve a calma para cortar um marcador que chegou na cobertura e chutou rasteiro, sem chances para Jonatas.

Após o gol, o Juventus teve que mostrar alguma força ofensiva e saiu para o jogo. Aos 10 minutos, após uma troca de passes, Naves chutou de fora da área e obrigou Eduardo a colocar para escanteio. Mas o esforço foi em vão.

Não demorou nem três minutos até que o time da casa chegou ao segundo gol, placar que garantiria, ao menos, a disputa por pênaltis. Escanteio na esquerda, que Marcelinho tocou curto para Geraldo. O autor do primeiro gol devolveu para o meia, que em vez de cruzar na área bateu direto para o gol. A bola desviou na zaga e entrou.

Aos 19 minutos o Náutico teve uma boa chance de alcançar o gol da classificação. Após a cobrança de escanteio, Radamés pegou uma rebatida e tentou mandar no ângulo de Jonatas. A bola saiu por pouco.

A partir daí o jogo esfriou um pouco e as duas equipes passaram a cadenciar mais as jogadas. Ainda assim, o domínio do Náutico era absoluto e o Juventus pouco conseguia ir ao ataque. O time paulista só assustou aos 23, após um cruzamento de Fernando Miguel que Vagner salvou de cabeça. O troco do Náutico veio aos 30, quando Felipe recebeu uma bola enfiada por Marcelinho e chutou em cima do goleiro.

A última chance do primeiro tempo fez a torcida pernambucana gritar gol. Geraldo recebeu uma bola na esquerda do ataque, dentro da área. De costas para o gol, deu um inteligente toque de calcanhar para Alessandro, que entrava em velocidade. O lateral matou e chutou rasteiro. A bola se chocou no pé da trave de Jonatas.

O técnico José Carlos Fescina precisava fazer o Juventus jogar alguma coisa e fez duas mudanças no intervalo. Logo aos dois minutos, Ludemar, que entrara na vaga de Kanu, arrancou pela direita e chutou a rede, pelo lado de fora. O Náutico respondeu aos 5, em uma cobrança de falta de Marcelinho, que Lima cortou errado e quase enganou Jonatas.

O time da casa não conseguia demonstrar a mesma ofensividade e domínio da etapa inicial. O Juventus reforçou a atenção a Geraldo, que desequilibrara até então, enquanto Felipe, do Náutico, errava muitos passes. Sem muita paciência, o técnico Roberto Fernandes tirou-o e pôs em campo o colombiano Ricardo Laborde. Em uma de suas primeiras jogadas, aos 20, ele recebeu pela esquerda, driblou o marcador e rolou para o meio. Wellington quase chegou.

O Náutico retomou a ofensividade e aos 22 minutos acertou a trave de Jonatas pela segunda vez no jogo. Bola lançada na área, a defesa do Juventus cortou e a sobra caiu nos pés do zagueiro Everaldo. Ele bateu com estilo, quase num sem-pulo e mandou no travessão. Dois minutos depois o Náutico reclamou a não marcação de um pênalti em dois lances seguidos, em cima de Laborde e, na sobra, em Rui.

A pressão era grande e só a equipe do Recife buscava o gol. Aos 28, em mais uma blitz na área do Juventus, Wellington tentou de cabeça e Jonatas botou pra escanteio. Na cobrança, um minuto depois, o camisa 9 do Náutico acertou de cabeça, no primeiro pau, e aumentou para 3 a 0. O placar garantia a classificação pernambucana, mas se o Juventus marcasse um gol, obrigaria o Náutico a fazer o quarto.

A partir do gol, o Náutico recuou e permitiu uma pressão desordenada por parte do Juventus. Os donos da casa não conseguiam ficar com a posse da bola e o time paulista teve algumas cobranças de falta próximas à área, que não soube aproveitar. Aos 47, Levi pegou uma rebatida da defesa, livre, na meia-lua e cabeceou no canto esquerdo de Eduardo, que fez uma grande defesa e garantiu a classificação. O jogo ainda foi aos 49, mas o time da casa voltou a ir para o ataque e segurou o resultado.

Náutico
Eduardo; Serginho (Rui), Vágner, Everaldo e Alessandro; Ticão, Radamés, Marcelinho (Paulo Almeida) e Geraldo; Felipe (Laborde) e Wellington. Técnico: Roberto Fernandes.

Juventus
Jonatas; Levi, Dedimar e Anderson (Márcio Sena); Rafael (Fernando Diniz), Fernando Miguel, Naves, Cadu e Valdir; Kanu (Ludemar) e Lima. Técnico: José Carlos Fescina.

Data: 02/04/2008 (quarta-feira).
Local: Estádio dos Aflitos, em Recife.
Horário: 20h30.
Árbitro: Adriano de Carvalho (TO).
Assistentes: Ivaney Alves de Lima e Cleriston Clay Barreto (ambos de SE).
Cartão amarelo: Anderson, Fernando Miguel, Márcio Sena (Juventus), Eduardo (Náutico)
Cartão vermelho: Não houve.
Gols: Geraldo, aos 5, Marcelinho, aos 13 minutos do primeiro tempo. Wellington, aos 29 minutos do segundo tempo.
Reporter de 2a na 3a