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Se o técnico Emerson Leão analisar o histórico do sistema 3-5-2 utilizado pelo Santos na temporada, certamente pensará duas vezes antes de aplicar a referida formação.
Apontado como um dos fatores responsáveis pela blitz ofensiva armada pelo Chivas no duelo ocorrido no meio da semana, o esquema com três zagueiros vem apresentando resultados pífios ao time da Vila em comparação à outra opção tática regularmente utilizada, o 4-3-3. Nas onze vezes em que Emerson Leão optou por iniciar um duelo usando três zagueiros, o Santos venceu apenas duas vezes (Bragantino e Marília), acumulando cinco derrotas, aproveitamento de 30% dos pontos. Já quando preferiu por uma formação com apenas dois zagueiros, o treinador colheu resultados altamente positivos. Em 13 partidas alternando 4-3-3 e 4-4-2, o Santos saiu vitorioso em nove ocasiões, perdendo somente três jogos, média de 77% dos pontos, mais do que o dobro em relação à outra opção tática. "Entramos contra o Chivas com a classificação a nosso favor. Optei por colocar mais um zagueiro [Fabão], pois o empate nos favorecia, e também para dar mais velocidade aos nossos atacantes. Novamente a arbitragem nos prejudicou seriamente", justificou Leão. Assim como no duelo ante Chivas, Leão negou que a opção por três na zaga tenha sido determinante para derrota em Oruro diante do San José. Para o compromisso decisivo diante do Cúcuta Deportivo, quarta-feira, na Vila, o Santos abdicará de um terceiro zagueiro. Figura única atuando na meia no revés frente ao Chivas, Maurício Molina terá agora a companhia de Rodrigo Tabata na articulação das jogadas contra o Cúcuta. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |