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16/04/2008 - 08h02

'Habitué' em mata-mata, Santos tenta ratificar status contra Cúcuta

Bruno Thadeu
Em Santos
O Santos precisa somente de suas forças para chegar às oitavas da Libertadores, feito que dará novo contorno ao histórico altamente positivo do clube no torneio. Diante do Cúcuta, nesta quarta, às 21h50, na Vila, a equipe da Baixada necessita dos três pontos para confirmar automaticamente a 2ª vaga do grupo 6, e assim manter o status de "habitué" em mata-mata.

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Nas nove vezes em que disputou a Libertadores, em oito delas o Santos alcançou pelo menos as quartas, exceção feita ao ano de 1984, quando saiu logo na 1ª fase.

A classificação do Santos pode vir mesmo com empate ou derrota na Vila. Nestes casos, o Chivas não poderia vencer o San José, na Bolívia.

"A tradição do Santos faz com que eu não esteja contente com os resultados obtidos no ano. Teremos o Cúcuta em uma decisão de vaga e peço para que os jogadores façam aquilo que fizeram nos jogos na Vila. Quero apenas que cumpram a lição de casa. Nada mais do que isso", cobra Emerson Leão.

Ciente de que a vaga está nas mãos do Santos, até em razão de o Cúcuta chegar ao litoral já classificado, Leão pede um time simples e objetivo, ousado no ataque, mas protegido defensivamente.

Ao contrário do que fez contra o Chivas, quando armou o time no 3-5-2, Leão recolocou Tabata no meio-campo na missão de ajudar Molina na articulação das jogadas. No último duelo com os dois na meia, o Santos goleou o San José por 7 a 0, com quatro gols de Molina.

"Não é sempre que eu farei quatro gols num jogo. Nem Ronaldo consegue isso. Não posso ser cobrado por isso. O mais importante é ver o Santos classificado", avisa Molina.

Sem suas principais opções para a lateral, Leão definiu Betão para atuar no lado direito, funcionando ora como terceiro zagueiro ora como lateral retraído.

O Cúcuta pretende conquistar seu terceiro êxito fora de casa para terminar com uma das melhores campanhas entre todos os participantes da Libertadores, triunfo que propiciará o direito de definir em casa os duelos de mata-matas.

Por essa razão, Pedro Sarmiento descartou usar mistão e utilizará força máxima. Estrelas do time, Torres e Urbano encaram a Libertadores com sabor especial. Torres segue para o Colo-Colo após o torneio, enquanto Urbano, famoso por celebrar gols imitando um peixe se debatendo, tem propostas do exterior.

SANTOS
Fábio Costa; Betão, Domingos, Fabão e Kléber; Rodrigo Souto, Marcinho Guerreiro, Molina e Tabata; Wesley e Kléber Pereira
Técnico: Emerson Leão

CÚCUTA
Castellanos; Garcia, Portocarrero, Córdoba e Gonzalez; Castro, Amarilla, Charles Castro, William Zapata e Macnelly Torres; Urbano.
Técnico: Pedro Sarmiento

Data: 16/04/2008 (quarta-feira)
Local: estádio Vila Belmiro, em Santos
Horário:21h50
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Assistentes: Walter Rial e Álvaro Diaz (URU)

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