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Especializada em avaliação de comportamento por meio da voz, a empresa "Truster Brasil" fez uma análise da entrevista concedida pelo atacante Ronaldo ao programa "Fantástico" e detectou que o jogador pode ter mentido em algumas de suas declarações a respeito do escândalo com travestis no Rio de Janeiro.
A entrevista foi submetida à apreciação no "Programa de Análise de Voz Multicamadas AVM 6.50", e os resultados foram comentados pelo perito Mauro Nadvorny.
Ronaldo teve de ir à delegacia, na semana passada, para prestar depoimento devido ao incidente, após ter combinado um programa na cidade e dito ser vítima de um golpe e extorsão. Na entrevista, ele afirmou que não sabia que havia entrado em contato com travestis e que só descobriu o engano ao chegar a um motel na Barra da Tijuca. O perito questiona esse trecho. "De acordo com a análise do programa, o Sr. Ronaldo não está sendo totalmente verdadeiro quando afirma que apenas chegando ao local teria comprovado tratar-se de travesti e que tentou concluir ali para poder retornar para casa", afirmou. O perito também põe em dúvida as declarações do atleta de que sua namorada o teria apoiado após a revelação do incidente, de que "estava totalmente sóbrio na ocasião" e que um dos travestis "não teria aceitado sua proposta de pagamento, para começar a extorqui-lo". Mas, segundo Nadvorny, o jogador "está sendo verdadeiro quando afirma que não sabia tratar-se de travesti ao fazer a abordagem" e "quando afirma que não teve relação sexual com os travestis". O laudo aponta que Ronaldo durante a entrevista com a "TV Globo" um estresse dentro de níveis aceitáveis e instabilidade emocional. Algumas respostas não foram avaliadas. "A análise da entrevista ficou um pouco prejudicada devido à sobreposição de falas, fazendo com que parte das respostas não pudesse ser analisada pela tecnologia, uma vez que não é possível a separação de vozes sobrepostas", afirmou o perito. Em contato telefônico com o UOL Esporte, a assessoria de imprensa de Ronaldo reiterou que o jogador não quer mais comentar o assunto. No entanto, a assessoria negou de forma veemente que o atacante tenha tido qualquer tipo de preparação para responder as perguntas. |