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14/05/2008 - 13h06

CBF define, mas não divulga, preço do ingresso do jogo do Brasil

Julio César Rezende
Em Belo Horizonte
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já definiu, mas ainda não informou de forma oficial os preços e as datas para a venda dos ingressos do jogo Brasil e Argentina, em 18 de junho, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Dessa forma, não foi concretizada a expectativa de que o anúncio fosse feito nesta quarta-feira, durante entrevista coletiva do presidente da entidade, Ricardo Teixeira, e do governador Aécio Neves.

"Faltam alguns ajustes finais, que eu dependo de uma última conversa com o presidente Ricardo Teixeira. Não posso avançar em data ou preço, embora tenhamos data e preço razoavelmente mirados", comentou o diretor técnico da CBF, Virgílio Elísio, responsável pela coordenação de toda a produção que cerca o jogo entre Brasil e Argentina, que pela segunda eliminatória seguida será realizado no Mineirão, em Belo Horizonte.

Ricardo Teixeira se encontrou com Aécio Neves, nesta quarta-feira, no Palácio da Liberdade, sede do Governo de Minas, para o lançamento oficial do jogo Brasil e Argentina, em 18 de junho. O presidente da CBF não quis adiantar nenhum detalhe relacionado aos ingressos para o principal clássico entre seleções do futebol sul-americano.

Indagado, por exemplo, se há a preocupação com o estabelecimento de preços mais populares, para garantir o acesso do torcedor de menor pode aquisitivo, Ricardo Teixeira foi direto. "A CBF vai definir depois porque você sabe perfeitamente bem que nós temos uma seleção que é cara, que tem um custo muito alto", salientou.

Já Virgílio Elísio procurou tranqüilizar o torcedor. "Por uma orientação vou aguardar um pouco mais essa definição. Claro que faremos com toda a folga possível, para que não se instale um processo de correria", explicou o dirigente da CBF, revelando que deverão ser disponibilizados 58 mil ingressos.

Ele revelou que a CBF vai providenciar o aluguel de 5 mil cadeiras que serão instaladas atrás dos dois gols, no anel inferior do Mineirão. Dessa forma, a entidade pretende compensar, pele menos um pouco a diminuição na capacidade do estádio motivada pela impossibilidade de se abrir o setor de geral, já que tanto a Fifa quanto a CBF não permitem a presença de torcedores em pé.

De acordo com Virgílio Elísio, a capacidade máxima atual do Mineirão é para 75 mil torcedores. Tirando-se os 22 mil ingressos de geral, que não poderão ser comercializados, sobram 53 mil. Somando-se as 5 mil cadeiras que serão providenciadas pela CBF terão os 58 mil ingressos como carga total para o jogo.

O diretor da CBF antecipou que serão disponibilizados vários postos de venda e acenou com a possibilidade de um deles se localizar na Praça 7, um dos pontos de maior movimentação do centro de Belo Horizonte. "No Rio, em São Paulo fizemos questão de ter um ou dois postos muito próximos da população de menor poder aquisito para reduzirmos o custo de transporte", observou.

Segundo ele, a Praça 7 tem as características, em Belo Horizonte, de centralizar um grande fluxo de pessoas, todos os dias. Indagado se haverá posto de venda em sedes de clubes, Virgílio Elísio disse que poderá haver desde que as bilheterias sejam abertas ao público. "Seguramente não haverá venda fechada", comentou o diretor, lembrando que a CBF até prefere que não haja essa comercialização nos clubes, como Atlético e Cruzeiro, para evitar acirrar rivalidades.