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15/05/2008 - 12h24

CBF ameaça punir Atlético-PR por escalar Leandro Fahel

Do UOL Esporte
Em Curitiba
A Confederação Brasileira de Futebol ameaça punir o Atlético-PR pela escalação do volante Leandro Fahel, na partida contra o Ipatinga, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro.

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O advogado Marcos Malucelli (e) diz que não vê possibilidade do Furacão ser punido
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Um parecer elaborado pelo advogado Valed Perry, assessor jurídico da entidade, questiona a condição de jogo do volante, que obteve seu registro de contrato por meio de uma liminar, obtida na Justiça do Rio de Janeiro.

Fahel rescindiu contrato com o Marítimo de Portugal e retornou ao Brasil em abril. Pelas normas da CBF ele não poderia ser registrado, pois a "janela" para transferências internacionais estava fechada desde 25 de março.

No entanto, o jogador recorreu à Justiça e obteve uma tutela antecipada, que lhe dava o direito de assinar contrato com qualquer clube brasileiro. A decisão obrigou a CBF a aceitar o registro do acordo com o Furacão, datado de 29 de abril, e fazer a publicação do nome do atleta no Boletim Informativo Diário (BID).

Apesar disso, a CBF resolveu questionar o contrato e o fato de o jogador ter sido escalado no Brasileiro. De acordo com o parecer, o clube "está desrespeitando uma norma da CBF, como violando norma expressa da Fifa".

A entidade irá encaminhar o caso para apreciação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Se a denúncia for acatada, o clube corre o risco de perder seis pontos na classificação do Brasileirão.

Nada a temer

O advogado do Rubro-Negro, Marcos Malucelli, garantiu, no entanto, que não vê possibilidade de o clube ser punido. Para ele, o jogador tem condições legais de jogo, pois foi registrado pela CBF e seu nome aparece no BID.

"Não temos razão para nos preocupar. O atleta obteve uma tutela antecipada no Rio Janeiro para firmar contrato com qualquer clube. A CBF registrou o atleta e o nome foi publicado no BID. Não há o menor risco, porque nós não fizemos nenhum registro por ordem própria, mas por decisão judicial", disse ele à Rádio CBN.