UOL Esporte UOL Esporte
UOL BUSCA

16/05/2008 - 08h04

Ataque corintiano já supera eficiência do bi na Copa BR

Alexandre Sinato
Em São Paulo
O desempenho ofensivo foi apontado como o maior problema do Corinthians no início da temporada, mas nas últimas partidas pela Copa do Brasil a equipe se mostrou mais inspirada e surpreendeu. A evolução foi tanta que o número de gols no torneio já superou até o registrado nas duas campanhas vitoriosas na competição.

ARTILHARIA ALVINEGRA NA COPA DO BRASIL DESTE ANO
Herrera: 4 gols
Diogo Rincón: 4 gols
André Santos: 3 gols
Dentinho: 3 gols
Acosta: 2 gols
Lulinha: 1 gol
Marcel: 1 gol
William: 1 gol
Chicão: 1 gol
MAIS SOBRE O CORINTHIANS
Atualmente, o Corinthians tem 20 gols pró nos sete jogos já realizados pela Copa do Brasil, média de 2,85 por partida. Nas edições de 1995 e 2002, na mesma quantidade de jogos rumo ao título, o time alvinegro marcou respectivamente 13 e 18 gols, médias de 1,85 e 2,57.

A melhora da equipe ocorreu juntamente à de dois jogadores quanto a faro de gol. Herrera e Diogo Rincón foram decisivos na caminhada até a semifinal (o clube pega o Botafogo) e aparecem como os artilheiros do Corinthians na competição, com quatro gols cada.

"Converso muito com o Herrera, pois nós dois falamos espanhol. O Herrera está trabalhando muito e está mais solto em campo. Ele tem o apoio de todos, assim como eu", disse o uruguaio Acosta.

Embora não seja titular e ainda esteja devendo um melhor futebol, como ele admite, Acosta também já estufou as redes pela Copa do Brasil. Ele anotou na vitória por 2 a 1 sobre o Fortaleza, no primeiro duelo da segunda fase, e no triunfo por 3 a 1 sobre o São Caetano, na última terça.

O uruguaio, inclusive, já credita o gol marcado nesta semana à troca em seu uniforme. Antes número 10, ele assumiu a 25 com a chegada de Douglas e estreou a nova camisa na vitória por 3 a 0 sobre o Cene-MS, em amistoso disputado no dia 26 de abril. Na oportunidade, também deixou sua marca.

"Aqui no Brasil muitos não acreditam nisso, mas no Uruguai cada um tem seu número da sorte. O da minha mãe é o 13, o da minha esposa o 15 e o meu é o 25. Alguns falam que isso não influencia, mas para mim é importante. Com a 25 já fiz dois gols. Com a outra, eu tinha feito três [em cerca de quatro meses]", comparou Acosta.