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Torcedores do Atlético, que já foi eliminado de duas competições no ano de seu centenário, protestaram novamente, neste sábado, contra a diretoria. Os manifestantes reuniram-se em frente à Mega Loja do Galo, ao lado da sede de Lourdes, que teve a sua inauguração adiada, e voltaram a atacar o presidente Ziza Valadares.
De acordo com a Polícia Militar, aproximadamente 70 torcedores participaram da manifestação, que ocorreu de forma pacífica. No ano em que comemora 100 anos de fundação, o Atlético tem sido alvo de protestos da torcida, irritado com o mau desempenho do time em campo. Durante a madrugada de sexta-feira para sábado, dois vidros, um da sede do clube e outro da Mega Loja do Galo, foram quebrados, e o muro da sede foi pichado - na manhã de sábado, um funcionário do Atlético já o havia pintado. Mesmo assim, era possível identificar as seguintes frases: "Ziza ladrão" e "O Galo é do povo". A Polícia Militar não havia identificado suspeitos. Na sexta-feira, o Atlético divulgou em seu site oficial que a inauguração da Mega Loja do Galo, marcada para a manhã deste sábado, havia sido adiada, mas não informou o motivo. Em comunidades na Internet, torcedores combinaram a manifestação para o mesmo horário. Pela programação inicial, seria cortada uma fita simbolizando a inauguração da loja. Estava prevista a participação do ex-goleiro João Leite na solenidade. Apesar da manifestação, a Mega Loja do Galo abriu as portas às 10h15. Alguns torcedores que protestavam chegaram a entrar no estabelecimento, mas não houve transtorno. "Estamos abrindo a loja normalmente, existem compromissos de investimentos, com funcionários e com o próprio torcedor. Não podemos ficar reféns das coisas que acontecem. Dentro de campo é uma coisa, fora é outra, mas achamos normal", observou Eduardo Rosemberg, diretor comercial da Roxos e Doentes, responsável pela Loja do Galo. A Política Militar garantiu a segurança no local com três viaturas e 35 policiais. Os manifestantes exibiram faixas e cartazes e entoaram palavras de ordem. O presidente Ziza Valadares e o diretor de futebol, Beto Arantes, foram alvos dos manifestantes: "Ziza, mercenário, cadê o Galo campeão do centenário" e "O Galo não é cabide de emprego, fora Beto Arantes". A auxiliar de enfermagem Ana Carolina Moura, 23 anos, que empunhava o cartaz com a frase "Prefiro um mega time do que uma mega loja", disse que faltou ao trabalho para protestar contra a diretoria atleticana. "O Ziza disse que ia fazer um time vencedor para o ano do centenário, mas ele só sabe falar e não faz nada. Falou que levou o Leão (o técnico Leão, hoje no Santos) embora para trazer jogador e não veio ninguém, e ainda chama a torcida de vagabunda. A torcida que lota o estádio e sempre apóia o time", disse a torcedora indignada. O Atlético perdeu o Campeonato Mineiro para o rival Cruzeiro e foi eliminado, na quarta-feira passada, da Copa do Brasil. Pressionado, o técnico Geninho pediu demissão e deixou o clube. O substituto ainda não foi contratado pela diretoria. De acordo com a assessoria de imprensa do Atlético, a diretoria considera válido o protesto da torcida, desde que de forma pacífica, mas lamenta a depredação do patrimônio, como a quebra dos vidros e a pichação do muro da sede. Para o clube, "não é coisa de torcedor, mas de vândalo". UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |