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O governo federal lançou nesta segunda-feira um dos primeiros projetos apresentados para a realização da Copa de 2014 no Brasil. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, apresentou uma proposta de infra-estrutura em transporte que tem custo estimado de R$ 38,51 bilhões.
Obras de construção e ampliação de metrôs, criação de linhas de trem, corredores de ônibus e até um trem-bala ligando os estados de Rio de Janeiro e São Paulo estão no escopo que tem valor 10 vezes maior que o gasto total dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro (cerca de R$ 4 bilhões).
"Tivemos um critério de focar São Paulo e Rio, que são as duas portas de entrada de turistas. Em relação às outras, é lógico que esse projeto não garante que essas cidades que optamos por fazer o projeto agora serão sedes", afirmou Marta, que já tem em mãos um estudo com 65 cidades com potencial turístico a serem exploradas para a Copa de 2014, incluindo as 18 postulantes à sede. Os ministério das Cidades, do Transporte e do Esporte também são co-autores do projeto, que ainda não tem recurso definido, nem prazo de começo estipulado. "Não quero fazer promessa, pode começar na semana que vem, como pode também demorar", explicou. A ministra do Turismo garantiu, porém, que as despesas terão ajuda da iniciativa privada. "Ainda não foi batido o martelo, mas é lógico que teremos a participação privada e dos estados. Não será apenas o governo federal", apontou. O projeto foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra Dilma Roussef, da Casa Civil. "O governo está empenhado e vendo que precisamos mudar. Eles concordam que é um investimento que o governo precisa levar a frente", disse Marta. Uma grande parte do capital, R$ 15,3 bilhões, será usada na construção da linha do-trem bala, que serviria para encurtar o tempo gasto no trajeto entre as duas maiores cidades do país. Segundo Marta, o veículo atenderia as cidades de Campinas, Guarulhos, São José dos Campos e Rio de Janeiro, e a viagem teria duração de 80 minutos com o novo meio de transporte.
Os ministérios não incluem investimentos na ampliação de aeroportos, hotéis e qualificação de profissionais do turismo no plano lançado nesta segunda-feira. Marta evitou fazer projeções, mas explicou que alguns destes "gastos" não serão prioridade do governo. "São diferentes cidades que estarão expostas e temos de ter atenção a todas elas. Porém, em algumas, o governo não vai investir, os hotéis vão depender de captação da área privada", apontou. A ministra do Turismo definiu o transporte como uma das maiores preocupações na estruturação do país para receber o Mundial. "A questão da mobilidade urbana é prioridade. Na África do Sul, a maior dificuldade é a mobilidade urbana. Já na China, os maiores investimentos são na mobilidade urbana. Por isso, precisamos ter muita atenção com este item", definiu. Para evitar os maiores problemas vistos no Pan, com discussão entre governo estadual e municipal sobre a responsabilidade das obras, Marta disse que Dilma Roussef será a responsável por intermediar a negociação. |