
|
Era "só" a semifinal, mas o clima foi de decisão de título, com direito a pênaltis e emoções fortes. Mais de 60 mil pessoas foram empurrar o Corinthians no Morumbi nesta quarta-feira. E apesar da dificuldade e do sofrimento, a equipe paulista conseguiu igualar a vantagem do Botafogo, venceu por 2 a 1 no tempo normal, por 5 a 4 nos pênaltis e se garantiu na final da Copa do Brasil.
"Falei que ia pegar pelo menos um, era só a gente colocar a bola para dentro. E no final tive a felicidade de pegar o último", vibrou o goleiro. O Corinthians agora decide o título com o Sport, que eliminou o Vasco nos pênaltis em São Januário. O duelo começa na próxima semana. Uma hora antes do início da partida, a torcida corintiana já cantava sem parar. Tudo para contagiar a equipe de Mano Menezes e tentar "assustar" a de Cuca. A estratégia deu certo, mas o resultado só foi traduzido com bola na rede no segundo tempo.
Com o resultado, o Corinthians se recuperou da derrota por 2 a 1 sofrida no Engenhão e avançou à "inesperada" decisão. Inesperada porque, menos de seis meses depois de ser rebaixado no Brasileiro, o time do Parque São Jorge está a dois jogos de um título de "primeira" e da conseqüente vaga na Copa Libertadores. Sem Lulinha, um dos quatro suspensos (Carlos Alberto, André Santos e Fabinho eram os outros), Mano decidiu escalar o Corinthians com três zagueiros, colocando Fábio Ferreira. Já o Botafogo começou o duelo com três atacantes em campo, embora a postura ofensiva tenha ficado apenas na teoria. Isso porque o Corinthians buscou sufocar a equipe carioca desde o início. O meio-campo paulista teve dificuldades diante da marcação e as laterais passaram a ser usadas com mais freqüência. E foi em cruzamentos que os anfitriões deram os principais sustos: Diogo Rincón e Herrera, duas vezes, completaram para fora. As melhoras jogadas dos anfitriões aconteceram justamente nos 20 minutos inicias, ainda sob efeito do apoio vindo das arquibancadas. Depois disso, o apoio continuou, mas a qualidade ofensiva do Corinthians caiu. Os passes errados, em grande número, dificultaram as ações dos paulistas. O Botafogo, por sua vez, decidiu não se arriscar à toa. Tentou alguns avanços no ataque, mas sempre em número reduzido para não deixar a defesa desprotegida. A equipe de Cuca soube administrar a vantagem do primeiro jogo, empurrando o "desespero" para o adversário. Na volta do intervalo, Mano sacou Fábio Ferreira e colocou Acosta para tornar o time mais ofensivo. Foi seu último ato antes de ser expulso por Evandro Roman. O árbitro alegou invasão de campo no fim do primeiro tempo. "Estamos sendo prejudicados de novo. Qualquer árbitro expulsa treinador, o difícil é apitar uma semifinal. Você está tirando o Corinthians da final", esbravejou Mano. Apesar da baixa no banco, a equipe paulista foi para cima e acabou premiada aos 6min. Herrera brigou pela bola na direita, levou a melhor e rolou para Acosta só ter o trabalho de empurrar para as redes. O Morumbi, então, se "incendiou". Mas por apenas três minutos. Logo em seguida, em escanteio, Felipe saiu mal do gol, não conseguiu segurar cabeceio e Renato Silva, livre na pequena área, deixou tudo igual no placar. Mas o Corinthians não se abateu. Ou caso tenha se abatido, recuperou-se rapidamente: aos 19min, Chicão acertou bela cobrança de falta e fez 2 a 1. Conforme o tempo passou, os dois times se alternaram nos ataques, mas de maneira comedida. Afinal, um gol no final praticamente decretaria a eliminação nos 90 minutos. Com isso, a definição da vaga foi mesmo para os pênaltis. Aí todos converteram suas cobranças até Zé Carlos, que parou em defesa de Felipe no quinto disparo e viu a festa corintiana tomar o Morumbi. CORINTHIANS Felipe; Chicão, William e Fábio Ferreira (Acosta); Alessandro, Nilton, Eduardo Ramos, Diogo Rincón (Marcel) e Wellington Saci (Carlão); Herrera e Dentinho Técnico: Mano Menezes BOTAFOGO Castillo; Renato Silva, André Luís e Bruno Costa; Túlio Souza (Zé Carlos), Leandro Guerreiro, Diguinho e Lúcio Flávio; Fábio (Alexsandro), Jorge Henrique e Wellington Paulista (Adriano Felício) Técnico: Cuca Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP) Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR) Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) Público: 61.752 pagantes Renda: R$ 845.089,00 Cartões amarelos: Dentinho, Herrera, William (C); Castillo, Fábio (B) Gols: Acosta, aos 6min, Renato Silva, aos 9min, e Chicão, aos 19min do segundo tempo Pênaltis: Chicão, Herrera, Nilton, Alessandro e Acosta (C); Lúcio Flávio, Alexsandro, André Luís e Jorge Henrique (B) UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |