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30/05/2008 - 06h44

Congresso da Fifa aprova lei de estrangeiros e prevê briga na Europa

Das agências internacionais
Em Sydney (Austrália)
FINAL DA LIGA DOS CAMPEÕES É EXEMPLO DA NECESSIDADE DA LEI
AFP
A final da Liga dos Campeões, torneio de clubes mais importante do mundo, teve dois times ingleses. A força do futebol na Inglaterra, porém, se limita aos clubes: na Eurocopa-2008, que começa no mês que vem, a seleção da terra que inventou o futebol estará ausente, após cair nas eliminatórias. O caso inglês é citado como o maior exemplo da necessidade de uma lei que limita o número de estrangeiros em um time. O Chelsea, por exemplo, começou o jogo com sete não-ingleses. O campeão Manchester entrou com cinco, mas terminou com oito (incluindo o galês Giggs).
RELEMBRE A FINAL DA LIGA
O Congresso da Fifa aprovou nesta sexta-feira a polêmica lei "6+5", que limita o número de jogadores estrangeiros em uma equipe a cinco titulares. A resolução significa que o presidente da entidade, Sepp Blatter, está livre para começar a trabalhar para implementar a nova resolução.

A entidade, porém, vai enfrentar problemas. A União Européia já anunciou que a nova lei da Fifa seria ilegal, pois fere o trabalho livre entre membros da comunidade. Presidente da Uefa, o ex-jogador da seleção francesa Michel Platini afirmou que as duas entidades estão dispostas a lutar contra a legislação európeia.

"É um assunto delicado e a Uefa não está em uma posição confortável. Mas faremos de tudo para que a Fifa consiga seu objetivo. Se a lei de estrangeiros for implementada, então a Uefa provavelmente terá de ir ao tribunal para decidir o assunto", afirmou o dirigente.

A proposta apresentada por Blatter foi aprovada por 155 delegados, com cinco votos contra e 40 abstenções. A despeito do grande apoio à nova regra, poucos delegados europeus acreditam que ela será implantada sem uma grande luta no continente.

O secretário-geral da Confederação Sul-Americana de futebol, Eduardo Deluca, manifestou o apoio da entidade a restrição aos estrangeiros. "Nós estamos de acordo. Queremos defender justamente as seleções e os clubes para que tenham o patrimônio que lhes corresponde.", afirmou.

Sedes da Copa

A Fifa considera a possibilidade de escolher as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 ao mesmo tempo, em 2011. De acordo com a entidade, a medida facilitaria a captação de recursos e a obtenção de patrocinadores.

"Nós poderemos oferecer duas competições, , e o resultado econômico, para os patrocinadores, será melhor", declarou Blattter.

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