UOL Esporte UOL Esporte
UOL BUSCA

12/06/2008 - 01h01

Mano relembra 2005 e diz que Corinthians foi proibido de ser campeão

Alexandre Sinato e Márcio Markmann
No Recife (PE)
Nos vestiários após a derrota do Corinthians para o Sport por 2 a 0 que custou a perda do título da Copa do Brasil para o time paulista, o técnico Mano Menezes não poupou críticas à arbitragem do mineiro Alício Pena Júnior no jogo.

Logo após o fim da partida, o atacante argentino Herrera foi até aos torcedores do Corinthians presentes no estádio da Ilha do Retiro e jogou a sua camisa aos seguidores em forma de agradecimento pelo apoio, mesmo com a derrota por 2 a 0 para o Sport. O resultado deu aos pernambucanos o título da Copa do Brasil.

"Só temos que agradecer ao apoio deles [torcedores]. Viemos para fazer o melhor e tentar o título, mas infelizmente não conseguimos. Estou muito triste", disse Herrera, que aproveitou para fazer duras críticas ao árbitro Alicio Pena Júnior.

"Esse juiz tem que dirigir mulher. É para isso que ele serve, dirigir jogo de mulher. Não sei até agora por que recebi o cartão amarelo", comentou o argentino.
ESSE JUIZ SÓ DIRIGE MULHER
SPORT VENCE E É CAMPEÃO
CHICÃO CITA "PALHAÇADAS"
TIMÃO FOCA TERCEIRO CICLO
O QUE PESOU MAIS NO TÍTULO?
VEJA O QUE ROLOU NA ILHA
Sob os gritos de "segunda divisão" da torcida do Sport do lado de fora do vestiário, Mano relembrou as declarações do ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, que disse certa vez que o time paulista foi favorecido na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 2005. Segundo o treinador, o Corinthians paga até hoje por isso.

"O Corinthians está pagando por algo que fez no passado, quando em uma famosa entrevista alguém assumiu essa condição de ser beneficiado", declarou.

"Quando se assume uma situação publicamente, uma hora você vai pagar. Quando você dispõe uma classe que é corporativista, uma hora a cobrança vem", disse o treinador corintiano, para depois profetizar. "Estamos pagando hoje por isso. Provavelmente no futuro o Sport também pague".

O treinador optou por minimizar as chances de gol perdidas pelos seus jogadores e destacar os erros cometidos pelo árbitro na sua opinião. Na visão de Mano, foi marcado um impedimento inexistente no meia Lulinha e deixado de assinalar um pênalti no atacante Acosta, lances cruciais para o desenrolar da partida.

"Fomos quase proibidos de ganhar o jogo por uma diferença de critérios tão gritante. Todo mundo ficou feliz aqui com a escala dele [Alício]. Provavelmente não era à toa", disparou.

Mano relembrou a derrota para o Botafogo no Rio de Janeiro pelas semifinais da Copa do Brasil para endossar suas críticas à arbitragem. "Estamos vindo de dois jogos fora de casa onde fomos proibidos de ganhar. No Engenhão os critérios foram todos diferentes. Hoje foi escandalosamente diferente", decretou.

"O auxiliar conseguiu ver corretamente a posição do primeiro gol do Sport, mas não conseguiu ver o Lulinha dois metros atrás da linha da bola quando ele ia entrar na cara do gol. Tudo isso comprovou o temor que a gente tinha quando saiu a escala da arbitragem".

Apesar de reclamar da arbitragem, Mano não deixou de parabenizar o Sport pela conquista do título. "O Sport tem uma excelente equipe. Foi campeão, não estamos desmerecendo. Tanto é que eu fui parabenizar o Nelsinho [Baptista, técnico do time]".

Receba Notícias

Hospedagem: UOL Host