UOL Esporte UOL Esporte
UOL BUSCA

17/06/2008 - 21h12

Argentina vê mesma pressão do Brasil e nega revanche por Copa América

Bruno Freitas e Carlos Padeiro
Em Belo Horizonte (MG)
O empate em casa contra o Equador impôs a pressão por vitória na seleção argentina, que desembarcou nesta terça-feira em Belo Horizonte (MG). Um dia antes de enfrentar o Brasil pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, os comandados de Alfio Basile afirmaram que a necessidade de reação no clássico é a mesma enfrentada pelo selecionado de Dunga, que perdeu para o líder Paraguai, mas rechaçaram a idéia de revanchismo pela perda do título na Copa América.

Reuters
Argentino Zanetti confirmou a pressão por vitória, mas negou revanchismo ante Brasil
DUNGA ENSAIA MUDANÇAS NO TIME
VEJA IMAGENS DO TREINO DO BRASIL
URUGUAI VENCE E PASSA BRASIL
PÁGINA DAS ELIMINATÓRIAS
"Temos a mesma pressão do Brasil, mas não importa como as duas equipes chegarão para esta partida. Para nós não importa o que se passa com o Dunga, mas sim sair daqui com vitória", declarou o meia Riquelme, ao ser questionado por jornalista brasileiro sobre a possibilidade da queda do técnico brasileiro, em caso de novo revés.

"As duas seleções têm a obrigação de ganhar a partida. É um clássico mundial e temos que jogar melhor do que jogamos contra o Equador e ganhar", disse Zanetti, que negou o sentimento de revanchismo pela perda do título da Copa América, em julho de 2007.

Na ocasião, a seleção de Dunga não contou com duas de suas principais estrelas -Kaká e Ronaldinho Gaúcho pediram dispensa da competição e tiraram férias-, mas venceu a Argentina por 3 a 0 na final e ficou com o título.

"Não vejo como revanche, mas sim uma partida importante por ser das eliminatórias. Por isso, daremos o melhor em campo para a Argentina sair com a vitória", disse Zanetti.

Antes da decisão da Copa América, o Brasil havia vencido os rivais pelo mesmo placar, em amistoso disputado em setembro de 2006, início da era Dunga na seleção brasileira.

"Amanhã [quarta] pode terminar esse tabu e ser outra história. Porque a Argentina pode ganhar a partida", finalizou Zanetti.

Após o empate em 1 a 1 contra o Equador -com gol do argentino Palacio nos acréscimos-, a seleção de Alfio Basile evitou ao máximo a imprensa na chegada a Belo Horizonte. Os jogadores desembarcaram na pista do aeroporto e entraram pelas portas do fundo do hotel, mesmo local de hospegadem do presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

A chegada da seleção argentina confirmou o desfalque de Verón, que sequer viajou com o restante da delegação. Com uma contratura muscular na perna esquerda, o volante não enfrenta o Brasil. Outra ausência confirmada é o zagueiro Demichelis, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.