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18/06/2008 - 09h08

Goleador do clássico no século, Adriano vê papel secundário em 2008

Bruno Freitas e Carlos Padeiro
Em Belo Horizonte (MG)
A história de Adriano na seleção brasileira é pontuada por duas atuações marcantes em triunfos sobre a Argentina. No entanto, o herói das conquistas da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005 deve ter, pelo menos inicialmente, um papel secundário no jogo desta quarta-feira contra os arqui-rivais em Belo Horizonte, em confronto válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Adriano é o artilheiro do confronto entre Brasil e Argentina neste século, ao lado de Ronaldo, com três gols marcados (Crespo, Kaká e Elano vêm a seguir, com dois). No entanto, a expectativa é que, assim no jogo do último domingo contra o Paraguai (derrota por 2 a 0), o atacante comece a partida desta quarta no banco.

Apesar de respeitar a condição de suplência e a formação escolhida por Dunga, o jogador da Inter de Milão revela certo desconforto com a ameaça de não conseguir dar seqüência à reputação contra os argentinos.

"Sempre tive uma boa performance contra a Argentina e tenho esse respeito do adversário", diz o atacante. "Quero sempre jogar, mas respeito a escolha do time titular. Se tiver que ficar na reserva, tudo bem. Só espero colaborar. Mas é com certeza mais difícil entrar no ritmo do jogo entrando no segundo tempo", afirmou Adriano na véspera do choque pelas eliminatórias.

Retrospecto à parte, a tendência é de que Dunga use Adriano ao longo do jogo nesta quarta no Mineirão. A pista que leva a essa conclusão foi dada no treino tático da terça, quando o atacante participou entre os titulares de algumas séries de prática de bola parada. No entanto, no resto da movimentação, o colete do time principal ficou com Luís Fabiano.

Adriano ajudou a construir o retrospecto favorável do Brasil contra seu mais tradicional rival neste século. Até o momento, são sete confrontos, com quatro vitórias da seleção, um empate e apenas dois triunfos da Argentina.

No desempenho de gols está o maior desequilíbrio desses confrontos recentes, na primeira década do século. Os brasileiros marcaram 17 vezes, contra nove dos argentinos.

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