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18/06/2008 - 12h10

Preparador aposta em evolução física do Brasil contra argentinos

Bruno Freitas e Carlos Padeiro
Em Vespasiano (MG)
O preparador físico da seleção brasileira, Paulo Paixão, mais uma vez teve trabalho para condicionar a seleção brasileira. Isso porque os jogadores que atuam no futebol europeu vivem o final de temporada, e alguns deles já estavam de férias antes de se apresentarem para os dois amistosos realizados nos Estados Unidos e a rodada dupla das eliminatórias sul-americanas.

Entretanto, Paixão acredita que, comparado ao duelo do último domingo, quando a seleção perdeu fora de casa para o Paraguai por 2 a 0, os atletas apresentarão uma melhor condição física nesta quarta-feira, diante da Argentina, a partir das 21h50, no estádio do Mineirão.

"Sempre o primeiro jogo é sofrível, e o segundo é melhor", observou o profissional da comissão técnica de Dunga, referindo-se ao fato de o torneio qualificatório ser disputado sempre em rodada dupla, com um compromisso no final de semana e outro no meio. "A gente consegue obter a resposta que quer dos atletas, porque fica armazenado o trabalho realizado durante a semana passada", acrescentou.

Apesar de ter usado o termo sofrível para a primeira partida, Paixão aprovou o desempenho dos brasileiros em Assunção. "O time teve volume de jogo no segundo tempo. Houve um cansaço normal de jogo, mas gostei muito do que vi."

O pentacampeão mundial, que integrou a comissão do técnico Luiz Felipe Scolari na Copa de 2002, qualificou como "emergencial" a programação de treinos físicos que elabora a para o time 'canarinho'.

"Não temos tempo para aplicar um trabalho de força e fazer testes físicos. Se você tem um grupo de jogadores que atuam no Brasil, a confiança é maior, e damos continuidade ao que é realizado nos clubes, mas não é esse o caso", lamentou Paixão.

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