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18/06/2008 - 23h49

Sem Kaká e Ronaldinho, Robinho fracassa como referência

Bruno Freitas e Carlos Padeiro
Em Belo Horizonte (MG)
Pela primeira vez na era Dunga, a seleção brasileira participou de uma rodada dupla das eliminatórias sul-americanas sem os astros Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Coube a Robinho ser o destaque da equipe, porém o atleta de 24 anos fracassou diante do Paraguai e da Argentina.

AFP
Robinho não teve boa jornada na rodada dupla das eliminatórias e admitiu má fase
Reuters
Afastado da seleção, Ronaldinho Gaúcho assistiu à partida na platéia no Mineirão
BRASIL EMPATA E TORCIDA CHIA
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Artilheiro da seleção em 2008 e postulante a ser a referência do meio pra frente durante os Jogos Olímpicos de Pequim, já que o Milan não deve liberar Kaká, Robinho passou em branco no principal teste a que foi submetido.

Contra o Paraguai no último domingo, em Assunção, o jogador do Real Madrid sucumbiu perante a marcação adversária e errou muitos passes. Resultado: o Brasil perdeu por 2 a 0.

Mesmo questionado, Robinho chegou a Belo Horizonte ostentando o status de maior ídolo do elenco. No treino realizado no Mineirão, na véspera do duelo com os arqui-rivais argentinos, foi o mais ovacionado pela torcida, assim como quando o serviço de som do estádio anunciou a escalação do Brasil, pouco antes de a bola rolar na noite desta quarta-feira.

No primeiro tempo, o camisa 11 apareceu apenas uma vez, aos 23min, quando teve a chance de abrir o placar. Recebeu livre pelo lado esquerdo, driblou o goleiro Abbondanzieri, que saiu do gol de forma desesperada, e invadiu a área, porém demorou para concluir o lance e foi desarmado.

Na etapa final, aos 5min deu um bom passe para Adriano, mas o centroavante pecou na devolução. Aos 20min, recebeu de Diego na intermediária e passou pelo zagueiro, entretanto chutou mal, sem força e pra fora do gol. Pediu o apoio da torcida, e um minuto depois deu uma bela assistência para o lateral Maicon, que foi travado no momento do chute, dentro da área.

Aos 31min, foi o responsável por uma enfiada de bola para Luis Fabiano, que finalizou de fora da área e ganhou um escanteio. E mais nada! Pouco para quem é o homem de confiança de Dunga. E ainda ouviu a torcida mineira pedir a cabeça do treinador e chamá-lo de "burro" e "jumento".