
|
Na boca do povo após o empate monótono com a Argentina por 0 a 0 no Mineirão, o técnico Dunga deixou o estádio vaiado pela torcida que lotou o estádio em Belo Horizonte. Mesmo assim, reafirmou a confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido por sua comissão técnica e, após resultados negativos em seqüência, disse não temer perder o cargo.
Nas eliminatórias, o Brasil ocupa momentaneamente a quarta colocação, com 9 pontos, no limiar da zona de classificação. No entanto, o time de Dunga pode deixar o G-4 nesta quinta, se houver um vencedor no duelo Venezuela x Chile. "Não estou preocupado com o meu emprego. Sou um cara bem resolvido na vida. Quando entramos aqui, falamos que a seleção é do povo. Estamos num trabalho de renovação. Talvez algumas pessoas não estejam contentes, porque agora existem regras aqui. Mas estou tranqüilo", afirmou Dunga logo após o empate sem gols com os argentinos no Mineirão.
O técnico ainda minimizou o manifesto da torcida especificamente contra seu trabalho ao longo do jogo. Dunga reclamou apenas da falta de incentivo à equipe. "A cobrança é normal, pois havíamos deixado a desejar contra o Paraguai (derrota na rodada anterior). Mas a torcida paga ingresso e tem direito de reclamar do treinador. Só não pode deixar de incentivar a equipe. Pelo menos não durante os 90 minutos. Pode depois", expressou o treinador. O comandante brasileiro ainda criticou a arbitragem do colombiano Oscar Ruiz. "Da outra vez que jogamos aqui, deram três pênaltis para nós. Hoje o árbitro não deu um que existiu. Isso complica, porque sair na frente num jogo como esse é decisivo", declarou. Depois de somar apenas um ponto com a seleção principal na rodada dupla contra Paraguai e Argentina, Dunga e sua comissão técnica se voltam para o projeto olímpico, em que certamente carregarão a pressão atual para o trabalho com a equipe sub-23 que vai aos Jogos de Pequim. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |