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19/06/2008 - 08h23

Brasil atribui crise ao revés no Paraguai e vê evolução ante rival

Bruno Freitas e Carlos Padeiro
Em Belo Horizonte (MG)
Apesar de todo o protesto da torcida no estádio do Mineirão na noite de quarta-feira, quando o Brasil empatou por 0 a 0 com a Argentina, os jogadores e o técnico Dunga viram méritos na equipe e atribuíram a crise que se instalou na seleção à derrota por 2 a 0 para o Paraguai no último domingo.

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Ricardo Nogueira/Folha Imagem
A magia de Dunga em confrontos com a Argentina na função de técnico da seleção se quebrou. Mesmo empurrado por uma multidão no Mineirão, o time sem inspiração do Brasil não passou de monótono empate por 0 a 0 com os arqui-rivais, que vinham sendo 'saco de pancadas' da seleção nos últimos anos.

Desta forma, com apenas um ponto somado na rodada dupla das eliminatórias, a equipe nacional se depara com situação de alerta precoce no torneio qualificatório para a Copa de 2010, podendo cair para o quinto lugar, fora da zona de classificação.

Antes do duelo desta quarta em Belo Horizonte, Dunga tinha a trajetória como técnico da seleção pontuada por duas vitórias por 3 a 0 sobre os argentinos, em amistoso logo em seu segundo jogo no cargo e na final da Copa América de 2007. Leia Mais.
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O discurso foi de que o time canarinho evoluiu de uma partida para a outra. "São cobranças normais, porque deixamos a desejar contra o Paraguai, mas [contra a Argentina] o time correu, batalhou, teve 40 bolas alçadas na área [de defesa] e ganhou todas", observou o treinador.

Júlio Baptista, que entrou no segundo tempo na partida realizada em Assunção e ganhou a vaga de titular para o compromisso em Belo Horizonte, acredita que a seleção pecou nas finalizações.

"Só faltou o gol, porque conseguimos criar bastante. Mas temos que relevar que o ambiente melhorou bastante em relação ao jogo contra o Paraguai. O que pesou mais foi aquela derrota, e por isso as críticas", opinou o meio-campista.

O capitão Lúcio também apontou um melhor rendimento diante dos argentinos. "Na primeira partida a gente reconhece que não foi bem. Mas hoje [quarta-feira], o time teve mais atitude e um caráter diferente. Jogamos de forma mais ofensiva e tivemos chances de gol. Acho que valeu o empenho da equipe."

"Até a partida contra o Paraguai estava tudo bem", acrescentou o camisa 3, apoiado pelo seu companheiro de zaga. "Ficamos frustrados por ter perdido para o Paraguai. Contra a Argentina, conseguimos neutralizar o ataque, e eles só tiveram uma chance com o Messi no final", comentou Juan.