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19/06/2008 - 11h04

Segundo jornais locais, seleção argentina melhorou a sua imagem

Das agências internacionais
Em Buenos Aires (Argentina)
Os jornais argentinos mostraram satisfação com o resultado do clássico contra o Brasil ao afirmar que a seleção melhorou sua imagem após o empate em zero a zero em Belo Horizonte nessa quarta-feira. A imprensa local ainda destacou que num clima de alta tensão e apesar de estar perto da vitória, o empate foi um grande negócio.


Reuters/Washigton Alves
Reuters/Washigton Alves
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"O empate era negócio para a Argentina e frustração para o Brasil", destacou em seu título o jornal Clarín, observando que para que a argentina saísse do Mineirão com a vitória, faltou melhorar a definição das jogadas.

No entanto, destacaram que seria exagero dizer que o time de Basile jogou bem. "Este estilo mostrado no Brasil, não é o que nos fará grandes".

O Clarín ainda acrescentou que os destaques do conjunto argentino foram "cautela, ordem, sacrifício e solidariedade, mas não se apropriou de grandes fundamentos técnicos e nem tomou a decisão de buscar a vitória em momentos em que o Brasil era pura confusão".

Argentina tinha "muito mais polidez no segundo tempo e num lance de inspiração, poderia ter sido melhor" acrescentou o jornal.

E o Brasil? Para o jornal La Nación, a seleção é "um talento errante que vaga por aí, extraviado pelo campo das eliminatórias", se referindo ao fato de que o Brasil pode ficar em quinto lugar nas eliminatórias, caso Chile ou Venezuela vençam nesta quinta-feira.

Sobre a Argentina, de acordo com o La Nación, no segundo tempo "tornou-se evidente o crescimento da Argentina. Gago manteve seu bom nível e muito ajudou para o aumento da mobilidade de Messi, que perdeu no final, a chance da vitória".

O desespero brasileiro jogou a favor da equipe de Alfio Basile, acrescenta o jornal afirmando que "em paz, a Argentina teve o empate com tranqüilidade", destacando novamente o desempenho do volante Fernando Gago do Real Madrid, o melhor em campo de sua seleção.

O diário esportivo Olé disse em desabafo que "se o ponto foi conquistado com pouco gosto, suas mãos ficaram vermelhas de tanto bater na mesa no fim do jogo, quando Messi teve duas chances de marcar o gol da vitória".

"Se recuperando, Argentina terminou na área de ataque, tentando a vitória no final do jogo, teve espírito coletivo, diferente do jogo contra o Equador", acrescenta.

O Olé ainda propõe "que este jogo vai servir de base para ter consciência dos conceitos que devem ser seguidos, assim como a tarde no Monumental (no empate com o Equador) deve servir de referência do que não pode ser repetido.

O diário Crítica diz que "depois da decepção que causou o empate contra o Equador, a Argentina voltou a mostrar sua força em Belo Horizonte e mereceram a vitória no clássico sul-americano".

Já o Crónica, de forma mais sensata disse que Argentina e Brasil "não mostraram muito de todo o potencial que possuem e o empate em zero a zero foi o reflexo de um jogo de pouca coragem, muita preocupação defensiva e raros chutes a gol".

Mas prosseguiu dizendo que "Argentina foi melhor com a bola e dominou a partida, dando uma melhor imagem ao seu país, principalmente na última meia hora da partida", acrescenta.