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Munidos de baldes, desinfetantes, vassouras e sabão, além de um carro-pipa para garantir a água, torcedores do Atlético-MG lavaram a calçada em frente à sede administrativa do clube, localizada à Avenida Olegário Maciel, 1516, no Bairro de Lourdes, na Zona Sul da capital, no início da noite desta segunda-feira. A atitude dos atleticanos fez parte de um protesto denominado "lavando a alma atleticana".
"Quisemos fazer uma lavagem simbólica para pedir transparência. Dar essa idéia de limpeza que a diretoria devia ter. O presidente fala muito em transparência, mas a gente não vê isso. Queremos que saia do papel e que ele abra as contas do clube", afirmou Luiz Gomes, líder do Movimento Revolução Atleticana e um dos organizadores da manifestação. Participaram da manifestação várias torcidas organizadas do Atlético-MG, como Galoucura - a maior do clube -, Eficigalo, Uniformizada e Galo Metal, além de movimentos de torcedores como Revolução Atleticana Movimento 105 Minutos. A limpeza simbólica teve a intenção de mostrar à diretoria atleticana a indignação dos torcedores com o atual momento vivido pelo time. A manifestação foi divulgada por torcedores atleticanos por meio da comunidade oficial do Atlético-MG no Orkut, site de relacionamentos na Internet, no último sábado, antes mesmo do empate em 1 a 1 com o Figueirense, neste domingo, em Florianópolis. O Atlético está na 11ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 10 pontos ganhos em 24 disputados (aproveitamento de 41,66%), obtidos em duas vitórias e quatro empates. Além de duas derrotas. O time não vence há dois jogos no Brasileirão, atuando fora de casa, foi derrotado para o Náutico, por 2 a 1, e empatou no último domingo com o Figueirense, por 1 a 1. A diretoria do Atlético-MG, por intermédio de sua assessria de imprensa, não quis comentar a manifestação. Depois do protesto em frente à sede administrativa do Atlético-MG, os torcedores seguiram pela Avenida Olegário Maciel até a Avenida Álvares Cabral, perto da Assembléia Legislativa, onde se concentraram em frente à sede do Banco BMG. O ex-presidente atleticano Ricardo Guimarães é um dos dirigentes da instituição financeira. Luiz Gomes explicou que a razão do protesto também em frente ao BMG. "A situação do Atlético vem de muito tempo, do antecessor do presidente atual. Dizem que ele (Ricardo Guimarães) é o maior credor do Atlético. Para toda despesa tem que haver justificativa. Queremos auditoria nas contas dos últimos 15 anos", comentou. Os manifestantes, em frente ao Banco BMG, portavam também velas, numa referência ao fato de estarem em vigília, de acordo com Luiz Gomes. Pouco depois das 20h, os manifestantes se dispersaram, sem que houvesse registro de incidentes. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |